Governo
Pedido de investigação não traz fatos novos, diz Cardozo
Pasadena
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, criticou a representação enviada hoje (25) por sete senadores e um deputado contra a presidenta Dilma Rousseff. Segundo ele, não há fatos novos e há inverdades no pedido feito pelos parlamentares para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue a atuação do Conselho de Administração da Petrobras, especialmente a presidenta, no caso da aquisição de uma refinaria pela estatal.
Em 2006, a Petrobras comprou uma refinaria em Pasadena, no Texas (EUA), ação que está sendo investigada por suspeita de superfaturamento e evasão de divisas. Na semana passada, a Presidência da República disse que a decisão do conselho, presidido à época por Dilma, foi embasada em um parecer “técnico e juridicamente falho”.
José Eduardo Cardozo disse que a representação não contém nada além do que já tinha sido noticiado e que há investigações em trâmite no Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal, na Controladoria-Geral da União e na própria Polícia Federal. “Portanto, nos parece clara a intenção desta representação de transformar em embate político-eleitoral uma investigação que deve ser feita de maneira absolutamente séria, rigorosa e correta”, disse o ministro.
De acordo com Cardozo, a representação pretende focar na Presidência da República uma situação que não lhe diz respeito. “Nos chama a atenção que a representação seja dirigida especificamente contra a presidenta da República, quando na verdade os fatos narrados dizem respeito a decisões tomadas por um órgão colegiado, e que decidiu, no caso, solidariamente por unanimidade”, afirmou.
O ministro disse que alguns dados estão incorretos na representação. Cardozo concordou com o valor relatado pelos parlamentares de que a compra da refinaria custou à Astra Oil Trading Inc. US$ 42,5 milhões, um ano antes de ter sido adquirida pela Petrobras. No entanto, disse que a representação omite a informação de que US$ 84 milhões foram investidos pela empresa após a compra.
Para o ministro da Justiça, há outra imprecisão no documento apresentado à PGR. “Diz-se que a Petrobras pagou US$ 360 milhões pela empresa. Não é correto. A Petrobras pagou US$ 190 milhões, porque US$ 170 milhões não se referiam propriamente à aquisição da empresa, mas à aquisição de 50% do estoque da empresa”, informou Cardozo. “Não adianta nós inflarmos números para que cheguemos a verdades distorcidas”, disse.
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