Governo
Prévia acadêmica da reunião dos BRICS acontece no RJ
Relações internacionais
Do desenvolvimento sustentável à segurança cibernética, do combate à pobreza ao combate ao terrorismo, os principais temas nas agendas de Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul começarão a ser discutidos por cientistas, acadêmicos e especialistas dos cinco países a partir desta terça-feira, 18 de março, no Rio de Janeiro.
O Fórum Acadêmico dos BRICS é uma prévia da reunião de cúpula desses países, que este ano acontecerá no Brasil, na cidade de Fortaleza (CE), em junho.
BRICS são o bloco econômico formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os países em desenvolvimento que alcançaram maior avanço nos últimos anos.
A ideia de formação desse bloco foi formulada pela primeira vez pelo economista-chefe da Goldman Sachs, Jim O’Neill, em um estudo de 2001 intitulado “Building Better Global Economic BRICS” (Construindo uma Melhor Economia Global BRICS).
A tese, que passou a incorporar análises dos meios econômicos e financeiros, começou a tomar corpo e tornar-se realidade a partir de 2006, quando Brasil, Rússia, Índia e China uniram-se para atuar conjuntamente.
Em 2011, por ocasião da Segunda Cúpula, a África do Sul uniu-se ao grupo. O peso econômico dos BRICS é considerável. Em paridade de poder de compra, o PIB dos cinco países supera hoje o dos Estados Unidos ou o da União Europeia. Para se ter uma ideia do ritmo de crescimento do bloco, em 2003, os BRICS respondiam por 9% do PIB mundial. Em 2009, esse valor aumentou para 14%. Em 2010, já era de US$ 11 trilhões, ou 18% da economia mundial. Hoje, já atinge US$ 19 trilhões, ou 25% do PIB do mundo.
Como prévia da reunião de cúpula, o Fórum Acadêmico dos BRICS reunirá especialistas dos cinco países para discutir e formular propostas que serão levadas para o encontro de junho.
Durante dois dias (18 e 19 de março), os temas serão discutidos em mesas que abordarão assuntos como a produtividade dos BRICS, novas classes médias nos países emergentes, desafios nas áreas de ciência, tecnologia e informática, políticas de inovação e os problemas das megacidades.
Dividido em dez sessões, o Fórum Acadêmico discute também o desenvolvimento sustentável inclusivo, com foco na Agenda de Desenvolvimento pós-2015 da Organização das Nações Unidas (ONU), na cooperação para o desenvolvimento internacional dos BRICS e nos fluxos comerciais e de investimentos entre esses países.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), vinculado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) é o think tank oficial do Brasil no Fórum Acadêmico, e tem como apoiadores a Fundação Alexandre de Gusmão (Funag) e a Prefeitura do Rio de Janeiro.
A sessão de abertura – no Palácio da Cidade, sede da Prefeitura do Rio de Janeiro (rua São Clemente, 360, no bairro de Botafogo) – começa às 9h e terá como participantes o ministro da SAE e presidente do Ipea, Marcelo Neri; o coordenador do Fórum Acadêmico, Renato Baumann; o presidente da Funag, embaixador Sérgio Eduardo Moreira Lima, e o subsecretário-geral de Assuntos Políticos II do Ministério das Relações Exteriores, José Alfredo Graça Lima.
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