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Adaptações climáticas no relatório do IPCC é destaque no Senado

Mudanças do Clima 2014

Um dos destaques foi que, entre todos os países tropicais, segundo o IPCC, o Brasil foi o que teve o maior aumento médio de temperatura
por Portal Brasil publicado: 30/04/2014 15h10 última modificação: 30/07/2014 02h51
Secretário da subsecretaria de Desenvolvimento Sustentável da SAE, Sergio Margulis, durante reunião da Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas no Senado Federal

Secretário da subsecretaria de Desenvolvimento Sustentável da SAE, Sergio Margulis, durante reunião da Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas no Senado Federal

Na tarde da última terça-feira (29), o secretário da subsecretaria de Desenvolvimento Sustentável da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Sergio Margulis, participou de reunião da Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas no Senado Federal. O tema do debate o último relatório sobre “Mudanças do Clima 2014″, do IPCC “Intergovernmental Panel on Climate Change” (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas).

Margulis considera o relatório AR5 (5o Relatório de Avaliação) um avanço teórico em relação ao anterior e ressalta a importância de trazer à tona um dos focos de trabalho da SAE, que são as adaptações climáticas. “O fato das adaptações climáticas terem sido levantadas neste último relatório com certeza significa um grande avanço, mesmo que a abordagem tenha sido mais teórica que estatística.” Margulis destacou ainda que, entre todos os países tropicais, do ano de 1900 até agora, segundo o IPCC, o Brasil foi o que teve o maior aumento médio de temperatura – cerca de 2oC – nas regiões nordeste, sudeste e sul, comparando-se somente à Sibéria.

A tendência da desertificação do Nordeste, o aumento de temperatura constatado no Brasil, fenômenos meteorológicos extremos como os que têm acontecidos na Amazônia e no Centro-Oeste, e fatos inéditos como o tornado ocorrido em Santa Catarina “são fenômenos de alto custo econômico e social com impactos maiores sobre populações pobres e vulneráveis.”

Com relação aos modelos climáticos globais, o secretário substituto do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Osvaldo Leal, informou que até recentemente o Brasil não tinha um modelo próprio.

O novo modelo desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) permitirá o Brasil ter independência de projeções e participar ativamente dos cenários considerados pelo IPCC, que são fundamentalmente desenvolvidos pelos países ricos. “Vamos sair do debate intuitivo, perceptivo, do ‘achismo’, e, com um modelo próprio, colocar as questões do clima sob a luz da Ciência”, disse Leal. “Pois se a Ciência não obtiver a resposta, ela não estará em nenhum lugar”, completou.

Participaram também do debate, o presidente da comissão (CMMC), o deputado Alfredo Sirkis (PSB/RJ) e a vice-presidente do IPCC, Suzana Kahn. Sergio Margulis finalizou sua participação, agradecendo a oportunidade de discutir um tema tão importante em alto nível no Senado Federal, destacando a importância das adaptações climáticas: “Esse é um tema que toca todos os setores sociais, as pessoas, a economia, enfim, todos! E por isso merece o devido protagonismo nos debates de sustentabilidade”.

Modelo Brasileiro

O Projeto Modelo Brasileiro do Sistema Climático Global (MBSCG) conta com quatro linhas de ação, que correspondem aos modelos-componentes listados abaixo, os quais são acoplados através do acoplador de fluxos FMS (Flexible Modular System do GFDL/Noaa):

Atmosfera: modelo atmosférico global do CPTEC/INPE, com melhorias em suas parameterizações físicas para acoplamento com modelos oceânico, continental de superfície e de química atmosférica;

Oceano: modelo global oceânico MOM4 do Geophysical Fluid Dynamical Laboratory – GFDL da NOAA/EUA, com as componentes de gelo marinho e biogeoquímica oceânica;

Superfície: modelo de vegetação dinâmica Inland desenvolvido pelo CCST/Inpe, baseado no modelo Ibis do NCAR e que incorpora componentes de hidrologia e de fogo;

Química e aerossois: modelo de química e aerossois CATT desenvolvido pelo CPTEC/Inpe e que inclui modelo componente de dispersão de pluma de fumaça;

Fontes:
Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República
Centro de Ciências do Sistema Terrestre

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