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Economia e Emprego

Marcelo Neri debate classe média no Fórum Mundial

América Latina

Secretário colocou o aumento da produtividade como desafio central para manter o crescimento da classe média brasileira
por Portal Brasil publicado: 04/04/2014 12h43 última modificação: 30/07/2014 02h50
Divulgação/SAE Marcelo Neri apontou o “caminho do meio” como o mais indicado para o Brasil e os demais países da América Latina

Marcelo Neri apontou o “caminho do meio” como o mais indicado para o Brasil e os demais países da América Latina

Os desafios e oportunidades da classe média e o fato de como a expansão desse estrato social pode tornar-se o motor do crescimento inclusivo na América Latina foram alguns dos temas tratados pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR) e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Neri, na quinta-feira (3), durante participação em painel do Fórum Econômico Mundial sobre a América Latina.

 Além do ministro, participaram do debate Luis Calle Pardo, diretor da empresa de consultoria De la Calle, Madrazo, Mancera, S.C. (CMM), do México; Martin Sorrell, executivo da WWP, do Reino Unido; e Arif M. Naqvi, executivo do The Abraaj Group, dos Emirados Árabes Unidos. Como moderador, o âncora do canal CNN em espanhol, Mario González.

Em seu discurso, Marcelo Neri afirmou acreditar que “classe média não é de onde você vem, é aonde você quer chegar. É um conceito positivo que trata de sonhos. Quando falamos sobre classe média, normalmente pensamos na norte-americana, com dois carros, cachorros e piscina. Em minha opinião, isso não é o que acontece com a classe média latino-americana e mundial. A distribuição de renda na América Latina é muito desigual, mas essa diferença vem caindo na maioria dos países. Na última década percebemos uma queda significativa da desigualdade no Brasil, com um grande número de pessoas emergindo da pobreza”, disse.

Neri colocou o aumento da produtividade como desafio central para manter o crescimento da classe média brasileira, atualmente formada por mais de 120 milhões de pessoas. “Precisamos de empregos mais estáveis, menos rotativos e mais produtivos. E isso já vem ocorrendo. A grande revolução da classe média começou quando as mulheres decidiram ter menos filhos, e esses filhos começaram a frequentar a escola, a conquistar empregos formais”, explicou o ministro.

Ele destacou ainda o impulso produtivo que a ascensão da nova classe média permite aos países. “O consumo interno é importante, mas é fundamental observar o lado produtivo desta nova classe média: maior educação, menos filhos, mais empregos formais. É este lado produtivo que dará sustentabilidade ao recente processo de emergência da classe média. É o lado brilhante da classe média”.

Quando questionado sobre a juventude brasileira, atualmente a maior da história do País, com cerca de 50 milhões de pessoas, o ministro da SAE/PR manifestou algumas preocupações. “Uma pesquisa solicitou aos jovens avaliar a vida deles daqui a cinco anos, escolhendo uma nota de 0 a 10. A nota média dada foi 9. Isso é muito perigoso, pois eles têm grandes chances de se frustrar”, constatou.

“Do ponto de vista demográfico e populacional, é muito importante compreender o jovem, porque a juventude é a porta de entrada para as inovações na sociedade. No entanto, não sabemos exatamente o que está acontecendo com eles. Os próprios jovens, pais e governantes também não sabem. Falo isso com base nas manifestações ocorridas no Brasil e no mundo nos últimos meses. Estamos em um ambiente muito complexo em termos de juventude”, afirmou Neri.

Ao final de sua participação no evento, Marcelo Neri apontou o “caminho do meio” como o mais indicado para o Brasil e os demais países da América Latina. “A América Latina e o Brasil, em particular, optaram pelo caminho do meio, que integra redução das desigualdades e crescimento econômico, com grande participação do Estado e da iniciativa privada. Agendas como maior mobilidade para migrantes, aumento da produtividade e aumento da taxa de poupança serão chave nos próximos anos para a região e para o Brasil”, avaliou.

Fórum Econômico Mundial sobre a América Latina

O evento ocorre de 1º a 3 de abril na Cidade do Panamá e reúne líderes de governo, indústria, sociedade civil e acadêmica para discutir melhorias na educação, saúde, infraestruturas e tecnologias na região. Para saber mais, clique aqui.

Fonte:
Secretaria de Assuntos estratégicos

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