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NET Mundial teve mais de 2 mi espectadores online

Governança da Internet

Foco do evento foi a elaboração de princípios de governança da Internet e a proposta de um roteiro para a evolução futura
por Portal Brasil publicado: 29/04/2014 10h44 última modificação: 30/07/2014 02h51
Divulgação/SGPR “Novas formas de participação social em rede”, foi uma das atividades da Arena Net Mundial, evento que discute a governança da internet

“Novas formas de participação social em rede”, foi uma das atividades da Arena Net Mundial, evento que discute a governança da internet

A ArenaNET Mundial  atraiu um público diverso e disposto ao debate sobre a sociedade em rede e a internet livre. A primeira edição do evento, que aconteceu em São Paulo nos dias 22, 23 e 24 de abril,  levou centenas de ativistas, pensadores, pesquisadores e gestores públicos ao Centro Cultural São Paulo para participar dos debates, shows musicais, oficinas e outras atividades e mobilizou internautas do mundo todo.

Quem não pôde comparecer, acompanhou tudo pela internet: foram 30 horas de transmissão ao vivo, contabilizando mais de 2,3 milhões de acessos ao site oficial e outros sites que retransmitiram e fizeram a cobertura do evento.

A Arena NET Mundial foi idealizada para criar um ambiente que facilite e estimule a participação social sobre os temas relacionados ao NET Mundial, evento que tem como foco a elaboração de princípios de governança da Internet e a proposta de um roteiro para a evolução futura do ecossistema de governança da Internet. A Arena buscará fortalecer redes de relacionamento com a sociedade civil em torno desta pauta por meio de consultas públicas e diálogos horizontais.

Grandes pensadores, ativistas, gestores públicos e comunicadores de diversos países, como Tim Berners-Lee (criador do www - world wide web), Manuel Castells (autor do livro "Redes de Indignação e Esperança" que analisa os movimentos sociais), Gilberto Gil (músico, ex-ministro da Cultura e um dos pioneiros no debate sobre democracia 2.0), Nnenna Nwakanma (ativista africana, organizadora comunitária e consultora para desenvolvimento), Frank La Rue (relator especial da ONU para o direito à liberdade de expressão e opinião e  advogado de direitos humanos), Gilberto Carvalho (ministro da Secretaria Geral da Presidência da República), Laura Citlali Murillo (membro do #soy132 do México), Javier Toret (integrante do movimento 15M na Espanha e investigador da Universitat Oberta de Catalunya), Demi Getschko (considerado um dos “pais” da internet no Brasil) e Roy Singham (fundador e presidente da ThoughWorks), participaram de oito diálogos que discutiram os rumos da Internet no mundo, direitos humanos, conhecimento livre e democracia 2.0.

A participação via web de Julian Assange – membro fundador do Wikileaks, condenado por espionagem e refugiado na Embaixada do Equador em Londres – no debate sobre Soberania Digital e Vigilância na Era da Internet, surpreendeu o público e foi um dos pontos altos do evento.

A aprovação do Marco Civil da Internet pelo Senado Federal na noite de 22 de abril coincidiu com a abertura oficial da Arena Net Mundial, justamente com um debate sobre o Marco Civil da Internet e Mobilização. O público e os convidados da mesa – Paulo Rená (jurista, ciberativista e fundador do Partido Pirata do Brasil), José Eduardo Cardozo (ministro da Justiça), Marcos Mazoni (diretor-presidente do Serpro), Beá Tibiriçá (diretora do Coletivo Digital), Bia Barbosa (jornalista e integrante do Coletivo Intervozes) e Ronaldo Lemos (advogado e único latino-americano na coordenação do Creative Commons) – vibraram e se emocionaram com as imagens ao vivo e a participação do deputado Alessandro Molon (relator na Câmara Federal do Marco Civil da Internet) diretamente do Senado Federal, no momento em que acabou a votação.

Esse encontro de ideias, experiências e grandes nomes do ativismo digital fizeram da Arena Net Mundial um marco na história dos 25 anos da Internet.

A programação do evento foi gratuita e aberta ao público em geral que, além dos debates, teve a oportunidade de conferir e participar de cinco shows musicais, 20 oficinas para uso de tecnologias livres, 23 atividades autogestionadas e um Hub (espaço de participação com acesso à internet) linkado diretamente com a Conferência Net Mundial. Mais de 70 comunicadores de diversos veículos, coletivos de comunicação e organizações participaram da cobertura colaborativa.

O evento foi realizado pela Secretaria-Geral da Presidência da República (SG-PR) em parceria com a Prefeitura de São Paulo e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), com apoio da Fundação Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal (CEF), do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) da ONU.

Consulta pública

 No dia 23 de abril, representantes da sociedade civil entregaram ao à presidenta Dilma Rousseff e ao Comitê Executivo do Net Mundial uma cartadocumento com os resultados da consulta pública sobre a o futuro da internet. A consulta pública, realizada na plataforma Participa.br entre os dias 20 de março e 17 de abril, teve um processo integralmente colaborativo: tanto as propostas quanto a decisão sobre quais eram as ideias mais prioritárias foram feitas pelos próprios internautas brasileiros.

A consulta teve mais de 281 mil votos, recebendo quase 300 propostas e aglutinando um total de 41 diretrizes para a elaboração de um novo modelo de governança global da internet, tudo definido de forma integralmente colaborativa e participativa.

A consulta utilizou a metodologia Wiki-Survey, desenvolvida pela Universidade de Princeton, com o intuito de trabalhar da melhor maneira a cultura da internet. Seu sistema é aberto já foi utilizado em mais de 3,5 mil consultas em todo o mundo.

Encerrada a fase de proposição e votação de ideias sobre a “Internet que queremos”, foram priorizadas propostas formuladas por participantes de todas as regiões do País. Os autores das propostas e demais cidadãos interessados compuseram dois grupos de discussão, cujo objetivo era formular propostas sobre os princípios para a governança da Internet e sobre um roteiro para a implementação desses princípios em âmbito mundial.

Os participantes falaram diretamente aos participantes da conferência, entrando com voz e vídeo pelo HUB Brasil, espaço montado na Arena Net Mundial.

Hub Brasil

O Hub Brasil foi um dos 33 hubs de participação remota no mundo que interagiram, em tempo real, com o Net Mundial, contemplando a valorização das propostas recebidas na consulta pública do Participa.br. Os autores das propostas mais bem colocadas foram convidados pela Secretaria-Geral da Presidência a se fazer presentes no espaço Hub da  Arena Net Mundial.

 O HUB brasileiro foi o mais animado e contou com o maior número de presentes. Teve participações e intervenções nos dois dias em que o encontro aconteceu. O resultado dos debates no HUB foram sistematizados e publicados na plataforma do Participa.br e entregues aos organizadores e participantes do IV Fórum da Internet no Brasil, que aconteceu logo após o Net Mundial, nos dias 25 e 26 de abril, em São Paulo (SP).

Atividades culturais

Para unir a cultura popular com a cultura digital, grandes artistas que são ativistas do conhecimento livre fizeram apresentações musicais no evento. A conexão que já existe entre os artistas e a Cultura Digital foi elemento chave na definição da programação. Tom Zé, Lurdez da Luz, Fernando Anitelli, Emicida e Jorge Mautner – profundamente ligados à experimentação da arte e seus processos de criação, produção e distribuição – trouxeram sua diversidade sonora e criativa, amplificando a troca de ideias e vivências que é a base de uma sociedade cada vez mais interconectada.

Fonte:
Secretaria-Geral da Presidência da República
Arena Net Mundial 

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