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Presidenta Dilma participa da formatura de novos diplomatas

Carreira

Curso tem por finalidade dar início à formação dos funcionários nomeados para o cargo inicial da Carreira de Diplomata do Serviço Exterior
por Portal Brasil publicado: 30/04/2014 17h28 última modificação: 30/07/2014 02h51

A presidenta Dilma Rousseff participou da formatura da turma 2012-2014 do Instituto Rio Branco e de imposição de insígnias da Ordem de Rio Branco. O evento aconteceu em Brasília (DF) e fez parte da programação alusiva ao Dia do Diplomata, celebrado em 20 de abril.

Durante discurso, o orador da turma, secretário Pedro Ivo da Silva homenageia Nelson Mandela e a ministra de Estado Chefe da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (Seppir), Luiza Bairros, paraninfa da turma Nelson Mandela do instituto Rio Branco.

Já o Ministro do das Relações e Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, destacou que os novos diplomatas serão a voz do Estado brasileiro no mundo. “O BR é um dos 11 Estados q se relacionam com todos os integrantes das Nações Unidas. Cerca de 98 países receberam algum tipo de ajuda diplomática/humanitária do Brasil nos últimos anos”.

A presidenta Dilma Rousseff, destacou que a ministra Luiza Bairros é sem sombra de duvidas uma pessoa comprometida com algo fundamental para um País diverso etnicamente, e que tem nessa diversidade uma das fontes da sua força e do seu vigor. “Por isso, considero uma honra a turma ter escolhido a ministra como paraninfa”.

“Pelo 4º ano, venho aqui ao Itamaraty para participar dessa solenidade. A todos aqueles que estão hoje aqui reunidos compartilhando a alegria de vocês. É sempre uma ocasião especial, particularmente, no caso desta turma de formandos do Instituto Rio Branco, porque essa turma elegeu como patrono uma das maiores personalidades do século XX, Nelson Mandela conduziu com paixão e inteligência um dos mais importantes processos de emancipação do ser humano”.

Ainda em seu discurso, a presidenta ressaltou o exemplo de Mandela: “Não só pelo tempo de prisão, mas pela determinação de continuar lutando e manifestando uma distância da sua própria situação pessoal ao lidar com o diálogo e acordo pelo fim do Apartheid na África do Sul. Tenho a honra de ter sido a presidenta brasileira que, em nome da América Latina e Caribe, saudou e fez a homenagem pela figura história do Mandela durante seu sepultamento. Naquela oportunidade, eu expressei minha certeza de que o Mandela será sempre um exemplo a ser seguido, guiando todos aqueles que lutam pela emancipação dos povos, pelos direitos daqueles que são sempre objeto do racismo e daqueles que defendem a paz e os direitos humanos”.

Dilma lembrou que o País também viveu momentos parecidos com a África do Sul. “Por 300 anos, a escravidão se instaurou no nosso País, e mesmo pós a abolição, a escravidão se reproduziu num sistema de exclusão baseado no racismo. A hierarquia da escravidão se reproduziu por meio do racismo um processo de discriminação que combinava a discriminação pela cor da pele, com a exclusão de serviços, e com a maior das exclusões, a da cidadania integral. O desenvolvimento social não faz desaparecer o racismo. É necessário ações afirmativas, mas também que afirmemos essa disposição de combatê-lo”.

“Por isso, nos, como País, definimos que a Copa das Copas, Copa do Mundo que agora nos espera no próximo junho, ela tem de ser, não só a Copa pela paz, mas a copa da luta contra o racismo. Nada mais atual diante das manifestações que muitos dos nossos atletas têm sofrido neste caso com base no racismo mais grosseiro. Por isso, eu parabenizo a turma”.

A presidenta parabenizou a turma por mostrar que o Itamaraty, representante do País no exterior, tem sensibilidade, não só política, cultural, mas sobretudo, a sensibilidade de perceber que o Brasil, necessariamente, tem de se olhar por inteiro, sobretudo no espelho, e perceber que a nação brasileira é, variadamente, de diversas colorações, com uma grande presença da origem afrodescendente, da qual se deve orgulhar pelas características fundamentais de capacidade de combate, de alegria, e de atravessar 300 anos de opressão ao longo da história do País.

“Por isso, acredito que esse seja um componente da importância da escola de Mandela, mas outro é a luta de Mandela contra regimes de arbítrio e exceção. Nosso País há 50 anos sofreu um processo similar a muitos que aconteceram no mundo todo e perdurou por 20 anos. Nesse período, muitos foram perseguidos, morreram para estabelecer, em alicerces sólidos, a nossa democracia, para que a voz das ruas não fosse caso de repressão, perda de direitos e fechamento democrático. A sociedade foi vencedora na luta por diretas, democracia e a constituinte. Mas a gente também tem de reconhecer que esse processo em que em apenas uma década e pouco fomos capazes de retomar a distribuição de renda, justiça social, e crescimento sustentável. O Caminho que trilhamos e continuaremos a percorrer passa agora por educação de qualidade, da creche ao ensino pré-escolar a pos-graduação (...). Vocês, jovens diplomatas, que iniciam carreira de serviço ao Brasil, representarão o País, cuja presença no cenário internacioal modificou-se. Foi fortalecida pelas nossas transformações internas. Ninguém respeita um País que não respeita seu povo, que aceita passivamente uma que uma parte da sua população expressiva, esteja excluída”.

Dilma destacou as relações que o Brasil mantém com os outros países: “Trabalhamos permanentemente para construir relação produtiva com nações desenvolvidas. Mantemos dialogo franco com EUA e países da Europa, parceiros indispensáveis pra inserção internacional. Lançamos na ONU o direito dos brasileiros a privacidade, condição para liberdade de expressão, portanto, condição para democracia. O encontro que sediaremos em Fortaleza, nos dias 15 e 16 de junho, com presença dos lideres dos BRICS, avaliaremos com a liderança do Brasil as conquistas dos BRICS e planejar o futuro. (...). O arranjo contingente de reservas, no valor inicial de 100 bi de dólares será linha adicional de proteção para economias dos Brincs no que se refere a choques externos”.

Sobre a Copa, a presidenta lembrou que o País estará no centro das atenções mundiais. “A Copa, além de evento esportivo, será a oportunidade de mostrar ao mundo o que é o povo brasileiro e o que é e pode ser o Brasil. Queremos que todos se sintam bem-vindos e acolhidos ao Brasil, como se estivessem em suas próprias casas. Queremos que todos se sintam brasileiros, ainda que durante os jogos, cada um torça por sua seleção.”

“Estou segura de que não lhes faltara esse sentimento, grande diferença entre o bom diplomata e um não tão bom. Um bom coloca seu País acima de todos os interesses, e por isso desejo um futuro a altura de suas expectativas, das esperanças dos seus pais, mães, parentes, a altura de todas as necessidades que nosso País deposita em vocês.”

Fontes:
Blog do Planalto
Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial

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