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Dilma Rousseff faz balanço dos cinco pactos

Conselho Econômico

Durante a reunião do CDES a presidenta afirmou que a superação da miséria absoluta e as mudanças no exercício da cidadania são apenas o começo das conquistas brasileiras
por Portal Brasil publicado: 16/04/2014 13h21 última modificação: 30/07/2014 02h50

A presidenta Dilma Rousseff fez um balanço dos cinco pactos firmados após as mobilizações sociais do ano passado, durante a 42ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social brasileiro (CDES), nesta quarta-feira (16), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

Sobre a Reforma Política, Dilma mencionou que este é um fator essencial para aumentar a participação popular na política, mas que é necessário engajamento. Ao falar sobre os projetos de mobilidade urbana, a presidenta afirmou que "o Brasil andou muito nesse quesito” e que o país deve “fazer todo um empenho para ter um sistema de transporte por trilho".

A presidenta tratou sobre o alto volume de obras de mobilidade urbana e ressaltou que "nunca se fez simultaneamente nove metrôs em nove capitais". De acordo com Dilma, "nenhuma dessas obras são simples”, há um incômodo à população, “mas depois que estão prontas, a população ganha tempo".

Dilma também mencionou as melhorias na saúde e citou os avanços no programa "Mais Médicos", o aumento de vagas nos cursos de medicina e a construção de postos de saúde (506 concluídos e 2091 em obras). 

A presidenta afirmou que os 14 mil médicos da iniciativa já atenderam mais de 49 milhões de pacientes. Além disso, até o fim de 2014, serão criadas mais 6 mil vagas criadas em cursos de medicina.

Ao abordar a situação da educação brasileira, Dilma citou a necessidade de melhorar o status social do professor no Brasil. “Ele (o professor) tem que ser bem pago", disse. Em uma análise geral, a presidenta ressaltou que "temos de chegar na educação de maior qualidade e manter as pessoas fora da pobreza de forma permanente".

Para finalizar, Dilma exaltou o ressurgimento da indústria naval brasileira e citou o Inovar-Auto como outro exemplo de desenvolvimento da cadeia industrial brasileira.

A presidenta também lembrou a proximidade da Copa do Mundo do Brasil. "Daqui a 57 dias vamos chegar na Copa do Mundo. Estamos aprendendo muito nesses grandes eventos. Aprendemos com a Rio+20 e com a Copa das Confederações.", disse.

Sobre os efeitos resultantes do evento esportivo, Dilma mencionou a expansão dos aeroportos, o aperfeiçoamento da segurança pública. “Tem aeroporto que não precisa de aumentar para Copa, tem de aumentar para atender o país”, disse “Copa implica também em um aperfeiçoamento imenso da segurança...Usaremos a Polícia Federal, a polícia rodoviária federal e temos parceria com todos os governadores”, complementou.

Situação Econômica

Durante a reunião o Presidente do Banco Central do Brasil (BC), Alexandre Tombini, afirmou que “o Brasil está bem preparado inclusive para enfrentar os desafios de mercados internacionais um pouco mais agitados em função da normalização das condições monetárias e financeiras”.

Segundo Tombini, a condição macroeconômica é de acomodação para os próximos meses e que o comércio internacional vai crescer nos próximos dois anos. Para o Brasil, a análise do economista é de que a conjuntura internacional irá beneficiar o país no médio prazo, mas irá apresentar algumas dificuldades no curto prazo.

"A economia (mundial) tem mostrado, em dados recentes, que está num processo gradual de recuperação". "Com a ideia de normalizar as condições financeiras, o mundo já sofreu ajustes relativos", afirma Tombini.

Sobre a relação entre as moedas brasileira e estrangeiras, o presidente do Banco Central afirmou que “a volatilidade do câmbio não deve ser confundida com fragilidade”. Para confirmar sua afirmação, Tombini mencionou as reservas internacionais brasileiras (US$ 380 bilhões), a flexibilidade da taxa de câmbio e ressaltou que dívida externa de curto prazo representa 10% do total.

Além disso, o presidente do BC reafirmou a política do governo federal referente ao rígido controle das contas públicas. Tombini também mencionou a situação interna da economia utilizando os dados referentes à geração de empregos – segundo o Caged, em fevereiro, foram criados 260 mil postos de trabalho - e o crescimento de 0,7% do PIB no 4º trimestre de 2013

Ao citar as projeções deste ano, o economista exaltou as políticas de controle do BC - como o aumento, realizado nos últimos meses, de 3,75 pontos percentuais na taxa Selic – e as taxas de investimento externo no país. Até fevereiro deste ano, foram investidos 65,8 bilhões de dólares no Brasil. De acordo com Tombini, este ano, o PIB vai apresentar crescimento de 2% e a inflação vai registrar 6,47%. Para 2015, a projeção para inflação é de 6%.

Para complementar as estimativas, o economista ainda explicou que as medidas tomadas pelo Banco Central – como ao aumento da Selic - levam certo tempo para surtir efeito e que a inflação está recuando, apesar do choque temporário, ocorrido em março, nos preços dos alimentos.

Mobilidade Urbana

Os ministros das Cidades e do Planejamento, Gilberto Occhi e Miriam Belchior, respectivamente, apresentaram dados referentes à situação dos projetos de mobilidade urbana no Brasil. De acordo com Occhi, o pacto para melhoria do transporte coletivo tem como base três eixos: são menor tarifa, maior transparência e mais qualidade para população.

Gilberto afirmou que as tarifas de transporte coletivo sofreram redução de 7,23% para os ônibus e 13,35% para trens. O minitro mencionou que esse resultado só foi obtido graças à desoneração do pis/cofins sobre serviço, à redução da tarifa de energia elétrica, à desoneração do IPI para aquisição de ônibus e ao congelamento das tarifas de metrô e trens operados pelo governo federal.

Finalizando sua fala, Occhi apresentou um balanço geral das obras em andamento. “Essa carteira que temos hoje representa quase 3900 km de via pra transporte coletivo urbano. Em trilho destaca os VLTs, 270 km de VLT e 250 km de metro. Mais de 2 mil km de corredores de ônibus e mais de 1 mil km de BRTs”, afirmou.

Para complementar as informações apresentadas por Gilberto Occhi, a ministra Miriam Belchior citou vários projetos em construção, as cifras utilizadas e quais foram os critérios para definição de prioridades.

De acordo com Belchior, estão sendo realizados 303 empreendimentos em 109 cidades e a principal preocupação do governo federal é com o transporte coletivo. “Houve propostas de viaduto viário que melhora trânsito, mas não estavam vinculadas ao transporte público. Foi a primeira discussão de adaptação dessas propostas com corredores e faixas exclusivas para tornar central o transporte público”, disse.

Miriam afirmou que a 1ª etapa do pacto da mobilidade urbana recebeu R$ 27 bilhões em investimentos e foi voltada às oito maiores regiões metropolitanas. Segundo a ministra, o foco é voltado para projetos de alta e média capacidade (BRT e transporte sobre trilho).

Na 2ª etapa do projeto de mobilidade urbana, serão beneficiados os grandes municípios (cidades que possuem entre 400 mil e 700 mil habitantes) e todas as outras capitais do país.

Fonte:
Portal Brasil

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