Governo
Ministro de Assuntos Estratégicos debate empreendedorismo
Inovação
Aconteceu na última sexta-feira (30) o debate sobre o relatório “Empresários da América Latina: Muitas Empresas, Pouca Inovação” com a presença do ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR), Marcelo Neri. O documento foi apresentado pelo Economista-Chefe Adjunto para a América Latina e Caribe do Banco Mundial, Daniel Lederman e também teve como convidado Matheus Cavallari, Secretário-Adjunto da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
O principal destaque do relatório é que o empreendedorismo é um motor fundamental para o crescimento econômico e a criação de empregos. O sucesso do empreendedor, por sua vez, depende de capacidades individuais, como inovação e gestão eficiente, e de um ambiente econômico-institucional favorável. As médias e grandes empresas lideram o empreendedorismo e a inovação, e a América Latina e o Caribe, apesar de possuírem grande número de empresários, possuem empresas menores e menos prováveis de crescer ou inovar em comparação com outras economias. O relatório apresenta dados sobre criação e dinâmica das empresas, decisões de exportação e comportamento de empresas multinacionais, fazendo uma síntese dos resultados sobre o estado, as perspectivas e os desafios do empreendedorismo na região com o objetivo de melhorar a inovação e estimular o desenvolvimento produtivo. Uma implicação de política é estimular mais o potencial de crescimento das empresas, incentivando mais as empresas jovens e promissoras e menos as empresas menores.
Ao comentar o relatório, o ministro da SAE apresentou dados sobre empreendedorismo no Brasil, mostrando que o País se tornou mais fordista e formal. Houve um forte aumento da formalização, diminuição dos trabalhadores por conta própria, aumento na proporção de empresas com mais de 11 empregados e diminuição no percentual das pequenas empresas. O processo de concentração de mercado foi acompanhado de uma redução na desigualdade de renda, mas não de inovação. Dados atualizados até abril de 2014 mostram que o lucro dos empreendedores cresceu ano a ano desde 2003, com maior força na base da distribuição de rendimentos. Até 2014, o lucro cresceu 46% entre os 5% mais pobres dos empreendedores contra 22,6% entre os 5% mais ricos.
“Nos últimos anos, muitos pequenos empreendedores brasileiros trocaram negócios de subsistência por novas oportunidades de emprego com carteira abertas no País. Os negócios que permaneceram com maior potencial de acumulação e crescimento no mercado enfrentaram menos concorrentes e ficaram com mais clientes, o que elevou seus lucros”, explicou Neri.
Por outro lado, o ministro comentou que, apesar de dispor de menos empresas e melhores negócios, ainda persistem no país problemas relacionados com baixa produtividade, inovação e poucos registros de patentes, entre outros, que representam grandes desafios para o país aumentar seu nível de empreendedorismo, produtividade e inovação. “Apesar do crescimento do tamanho das empresas, a inovação cresceu mas não mudou de patamar. Na comparação entre 2013 até abril de 2014, nota-se o surgimento de empresas novas de alto lucro, maior do que 10 anos antes, o que seria consistente com a prescrição de direcionar políticas de fomento a “start ups” de alto potencial”, completou.
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