Governo
Empresários apresentam relatório à Cúpula do Brics
Comércio Internacional
Os chefes de governo e chefes de Estado da VI Cúpula do Brics (Brasil, China, Rússia, África do Sul e Rússia) receberam contribuições de empresários dos cinco países em um relatório anual. As conclusões foram apresentadas durante a primeira sessão privada em Fortaleza nessa terça-feira (15). O documento é resultado de um fórum e de grupos de trabalho do Conselho Empresarial do Brics.
José Rubens de la Rosa, presidente do Conselho, declarou ao Blog do Planalto que o objetivo dos empresários é colaborar trazendo sugestões de como materializar as políticas de governo e negócios. “Cada uma das esferas, dos grupos de trabalho – infraestrutura, manufatura, serviços financeiros e energia renovável – vai trabalhar no sentido de produzir oportunidades, o que a gente chama de agenda positiva, ou seja, localizar dentre essas áreas de interesse, negócios que possam ser materializados ao longo dos próximos períodos de trabalho. Vamos contar com o apoio do Banco, vamos contar com temas do governo, como os vistos a harmonização de standards técnicos (padrões de normatização), enfim, há todo um leque de trabalho, isso foi consubstanciado em nosso relatório anual, isso está entregue aos chefes de Estado”, disse.
Em sua declaração, o empresário também destacou a criação do novo banco de desenvolvimento, o New Development Bank (NDB). “O Brics, a partir de hoje, eu acho que é um dia histórico, começa a tomar forma e começa a andar. Isso certamente vai ser muito importante para o nosso Brasil. (…) O Banco foi constituído hoje com o objetivo de financiar infraestrutura. O que a gente pode adicionar, pode conversar e tem sugerido como ideias, seria também a questão das garantias, que multiplicaria o capital do Banco, assim como a gente fazer a questão de troca de moedas, o swap entre as moedas dos países minimizando os custos de transação e dando mais celeridade, mais certeza a esse processo”, afirmou.
De la Rosa apontou também o desafio para o comércio exterior brasileiro de exportar mercadorias de maior valor agregado para os parceiros do Brics.
“Efetivamente onde a gente vai encontrar nosso caminho é vendendo valor agregado, através do esforço da indústria na diferenciação dos produtos e, obviamente que essa é uma pauta muito importante da CNI (Confederação Nacional da Indústria) em que a gente está muito empenhado. É uma tarefa complexa, adicionar valor e não deixar nossa pauta ser somente commodities. Não que as commodities não sejam importantes, elas são muito importantes. Agora, adicionar valor vai também adicionar o trabalho e a mão de obra de cada um de nós brasileiros”, declarou.
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