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Seminário discute ações de proteção social e oportunidades econômicas

Desenvolvimento

Países sul-americanos se reuniram para trocar experiências na implementação de programas sobre os temas
por Portal Brasil publicado: 12/09/2014 17h28 última modificação: 12/09/2014 17h28

O seminário internacional “Proteção social, empreendedorismo e inserção no mercado de trabalho: evidências para políticas melhores” teve o último dia de apresentações nessa quinta-feira (11). Os especialistas em desenvolvimento social de países sul-americanos participaram de um debate sobre a relação entre as ações de proteção social e as oportunidades econômicas.

O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR), Marcelo Neri, mediou as discussões e reafirmou a importância do diálogo entre os países vizinhos para o combate à pobreza. “A utilização de exemplos reais sobre a aplicação dos programas de transferência de renda, nas diversas regiões da América do Sul, enriquece o debate e traz para o centro das discussões os efeitos positivos e negativos buscando, assim, a troca de informações e experiências”, ressaltou.

O secretário da Secretaria Nacional de Renda de Cidadania, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Luis Henrique Paiva, disse que, no Brasil, a implementação dos programas de transferência de renda não interfere negativamente na inserção dos beneficiários no mercado de trabalho. Segundo ele, o problema ainda está na baixa capacitação profissional de pessoas que vivem em áreas onde a educação ainda é limitada.

Outro assunto em destaque foi sobre a relação de tais programas com o empoderamento das mulheres.  A consultora da Agência Nacional para o Combate da Extrema Pobreza, da Colômbia, Ingrid Rusinque, explicou que, em seu país, ainda não existem estudos que confirmam os efeitos de empoderamento da mulher relacionados aos programas de transferência de renda condicionada. No entanto, as mulheres conseguem distribuir melhor os recursos e, também, utilizam tais programas para o financiamento de geração de renda própria. 

No Perú, a vice-ministra do Ministério de Desenvolvimento e Inclusão Social, Norma Vidal,  disse que, além do empoderamento das mulheres, especialistas também estão refletindo sobre como incluir o papel do homem nas ações de proteção social. Ela também informou que o Perú está focado em melhorar a capacidade produtiva e na criação de alternativas para a geração de renda, além de projetos sobre educação financeira.

Já no Chile, o diretor do Fundo de Investimento Social, do Ministério de Desenvolvimento Social, Francisco Vera, relatou que a preocupação é com a dependência dos programas de transferência de renda. Segundo ele, é uma responsabilidade pública incentivar a formalização dos trabalhadores no País e mostrar que tal condição vai melhorar a qualidade de vida da sociedade que, assim, não necessitará dos benefícios dos programas sociais.

O evento

Durante o seminário (10 e 11 de setembro) um grupo de especialistas internacionais e gestores dedicados à proteção social apresentaram trabalhos sobre os impactos positivos e negativos dos programas de transferência de renda na redução da pobreza e em outras dimensões do desenvolvimento social, além da realização de uma análise sobre a expansão de seus orçamentos e cobertura.

O evento, promovido em parceria com o Centro Internacional de Pesquisa em Desenvolvimento do Canadá (IDRC) e com o instituto colombiano de pesquisa Fedessarrollo foi realizado em homenagem aos 10 anos do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG) e também marcou o Dia das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul (12 de setembro).

Fonte:

Secretaria de Assuntos Estratégicos

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