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Presidenta não defendeu negociação com grupos terroristas, afirma Figueiredo

Relações Internacionais

Ministro das Relações Exteriores esclareceu pontos do discurso de Dilma na abertura da 69ª Sessão da Assembleia Geral da ONU. Para ele, interpretações distorcem o que foi dito em Nova Iorque
por Portal Brasil publicado: 03/10/2014 11h56 última modificação: 03/10/2014 12h14

O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, esclareceu alguns pontos do discurso da presidenta Dilma Rousseff na Organização das Nações Unidas (ONU), na última terça-feira (23). Para ele, "não é justo, nem aceitável, atribuir à presidenta da República declarações de que se deveria negociar com grupos terroristas".

Em entrevista ao Blog do Planalto, o ministro afirmou que algumas interpretações distorcem o que realmente foi dito no local, quando a presidenta defendeu diálogo entre países na busca por solução política de paz.

Blog: Ministro, nas redes sociais e na imprensa tem se dito muito da posição da presidenta na questão de sugerir o diálogo com o Estado Islâmico. É essa a posição da presidenta?

Ministro: Não é justo nem aceitável atribuir à presidenta da República declarações de que se deveria se negociar com grupos terroristas. Não foi isso que ela disse. Nós estávamos no contexto das Nações Unidas e quando se fala em diálogo nas Nações Unidas, é óbvio que se trata de diálogos entre países. É a busca da solução política como já se obteve em outros casos por intervenção do Conselho de Segurança da ONU. Como disse a presidenta em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, ‘o uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos’. Isso está em perfeita sintonia com as posições tradicionais do Brasil e mesmo com a resolução adotada pelo Conselho de Segurança sobre recrutamento de terroristas.

Nessa resolução, o Conselho de Segurança diz que o terrorismo não será derrotado apenas pela força militar. Isso é uma reafirmação das posições tradicionais do Brasil, que reiteram que o uso da força no contexto internacional só pode ocorrer quando autorizado pelo Conselho de Segurança ou em legítima defesa. Esta é a posição que está na Carta da ONU, é a posição do Brasil e de todos os membros da ONU.

 

 

Fonte:

Blog do Planalto

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