Governo
Presidenta não defendeu negociação com grupos terroristas, afirma Figueiredo
Relações Internacionais
O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, esclareceu alguns pontos do discurso da presidenta Dilma Rousseff na Organização das Nações Unidas (ONU), na última terça-feira (23). Para ele, "não é justo, nem aceitável, atribuir à presidenta da República declarações de que se deveria negociar com grupos terroristas".
Em entrevista ao Blog do Planalto, o ministro afirmou que algumas interpretações distorcem o que realmente foi dito no local, quando a presidenta defendeu diálogo entre países na busca por solução política de paz.
Blog: Ministro, nas redes sociais e na imprensa tem se dito muito da posição da presidenta na questão de sugerir o diálogo com o Estado Islâmico. É essa a posição da presidenta?
Ministro: Não é justo nem aceitável atribuir à presidenta da República declarações de que se deveria se negociar com grupos terroristas. Não foi isso que ela disse. Nós estávamos no contexto das Nações Unidas e quando se fala em diálogo nas Nações Unidas, é óbvio que se trata de diálogos entre países. É a busca da solução política como já se obteve em outros casos por intervenção do Conselho de Segurança da ONU. Como disse a presidenta em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, ‘o uso da força é incapaz de eliminar as causas profundas dos conflitos’. Isso está em perfeita sintonia com as posições tradicionais do Brasil e mesmo com a resolução adotada pelo Conselho de Segurança sobre recrutamento de terroristas.
Nessa resolução, o Conselho de Segurança diz que o terrorismo não será derrotado apenas pela força militar. Isso é uma reafirmação das posições tradicionais do Brasil, que reiteram que o uso da força no contexto internacional só pode ocorrer quando autorizado pelo Conselho de Segurança ou em legítima defesa. Esta é a posição que está na Carta da ONU, é a posição do Brasil e de todos os membros da ONU.
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