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Conheça os principais alvos da repressão do regime militar

Comissão da Verdade

Relatório indica que execuções e mortes sob tortura foram dirigidas fundamentalmente contra militantes de organizações políticas
por Portal Brasil publicado: 10/12/2014 10h54 última modificação: 10/12/2014 12h47

Segundo o relatório da Comissão Nacional da Verdade, a ação de repressão que resultou em execuções e mortes sob tortura se dirigiu fundamentalmente contra militantes de organizações políticas como Ação Libertadora Nacional (ALN), Partido Comunista Brasileiro (PCB), VAR-Palmares, Vanguarda Popular Revolucionaria (VPR), Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), Partido Brasileiro Comunista Revolucionário (PCBR) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB), e Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que, no conjunto, reúnem cerca de 50% do total.

Acesse aqui o relatório final da Comissão Nacional da Verdade (CNV)

Entre os casos analisados pela CNV, 25% correspondem a pessoas sem militância política identificada e quase 2% a estrangeiros. O PCdoB e o PTB correspondem, cada um, a cerca de 3% do total de vítimas. Integrantes de algumas organizações, como Partido Social Democrático (PSD), Partido Operário Comunista (POC), Resistência Armada Nacional (RAN), Marx, Mao, Marighella e Guevara (M3G), Movimento Revolucionário 26 de Março (MR-26), Movimento Trabalhista Renovador (MTR), Partido Operário Revolucionário Trotskista (PORT), Partido Socialista Brasileiro (PSB) e Associação de Funcionários, somam cerca de 5% do total.

Essas organizações foram reprimidas principalmente pelos Destacamentos de Operações de Informações – Centros de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), instalados nas capitais: Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Campo Grande, Belém, Fortaleza, Porto Alegre, Manaus e Brasília. Segundo a comissão, era comum o trânsito de presos entre os Dops, os DOI e os centros clandestinos, para que fossem submetidos a interrogatórios, sob tortura e maus-tratos.

Outro obstáculo para a elucidação das mortes e a ocultação sistemática de informações a respeito dos crimes – o que tem se observado mesmo no período democrático constitucional (após 1988) e durante a vigência da CNV (2012-2014), “pela resistência das Forças Armadas em abrir seus arquivos de informações”.

Fonte:

Comissão Nacional da Verdade

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