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Dilma diz que é preciso punir culpados sem destruir a Petrobras

Reunião ministerial

Presidenta defendeu a a apuração rigorosa dos casos de corrupção no País, mas condenou as tentativas de destruir a estatal
por Portal Brasil publicado: 28/01/2015 08h25 última modificação: 28/01/2015 08h25
Divulgação/Roberto Stuckert Filho/PR Presidenta realizou primeira reunião ministerial do segundo mandato nesta terça (28), na Granja do Torto, em Brasília

Presidenta realizou primeira reunião ministerial do segundo mandato nesta terça (28), na Granja do Torto, em Brasília

A presidenta Dilma Rousseff defendeu, nesta terça-feira (27), em reunião ministerial na Granja do Torto, em Brasília, a apuração rigorosa dos casos de corrupção no País e a punição de pessoas envolvidas no caso da Petrobras, mas condenou as tentativas de destruir a estatal, prejudicar as empresas privadas ligadas a ela e a economia do Brasil.

“Devemos punir as pessoas e não destruir as empresas. As empresas são essenciais para o Brasil”, ressaltou, na primeira reunião ministerial de seu novo governo. 

Ela alertou que, toda vez que tentaram no Brasil desprestigiar o capital nacional estavam, na verdade, tentando diminuir a independência do País, diminuir a sua concorrência e “não podemos deixar que isso ocorra”.

“Nós temos de saber punir o crime sem prejudicar a economia e o emprego do País. Temos de fechar as portas para a corrupção. Não podemos, de maneira alguma, fechar as portas para o crescimento, o progresso e o emprego”, disse.

Dilma defendeu ainda o regime de partilha, adotado pelo governo na exploração do pré-sal.

“Temos de apostar num modelo de partilha para o pré-sal, temos de dar continuidade à vitoriosa política de conteúdo local. Temos de continuar acreditando na mais brasileira das empresas, a Petrobras”, acrescentou.

Diante disso, explicou a presidenta, é importante apurar e saber punir, mas sem enfraquecer a Petrobras, nem diminuir sua importância para o presente e para o futuro do Brasil.

“Temos de continuar apostando na melhoria da governança da Petrobras, aliás, de todas as empresas privadas e das empresas públicas em especial”, disse.

Dilma lembrou que a Petrobras já passava por um rígido processo de aprimoramento de gestão e que os casos de corrupção reforçam a necessidade de ampliar na empresa “a mais eficiente estrutura de governança e controle que uma empresa, estatal ou privada, já teve no Brasil”.

Ela voltou a defender um pacto nacional contra a corrupção, que envolva todas as esferas de governo e de poder, tanto no ambiente público como no ambiente privado. Para tanto, ratificou que enviará ao Congresso, já em fevereiro, as cinco medidas anunciadas durante sua campanha eleitoral.

“Primeiro, transformar em crime e punir com rigor os agentes públicos que enriquecem sem justificativa ou que não demonstrem a origem dos seus ganhos ou do seu patrimônio; segundo, incluir na legislação eleitoral como crime a prática de caixa 2; terceiro, criar uma nova espécie de ação judicial que permita o confisco de bens adquiridos de forma ilícita; quarto, alterar a legislação para apressar o julgamento de processos que envolvem o desvio de recursos públicos; e quinto, criar uma nova estrutura, a partir de negociação com o Poder Judiciário, que dê maior agilidade aos processos movidos contra aqueles que têm foro privilegiado”, enumerou Dilma.

Ela reiterou a importância de criar mecanismos para evitar que casos de corrupção como os sofridos pela Petrobras se repitam.

A presidenta reforçou, ainda, o compromisso do seu governo com a investigações da corrupção com Polícia Federal autônoma e Ministério Público independente.

“Vou chegar ao final deste mandato podendo dizer o mesmo que disse do primeiro: nunca um governo combateu com tamanha firmeza e obstinação a corrupção e a impunidade”, concluiu.

Fonte:
Blog do Planalto

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