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Brics precisam de uma política sobre questões populacionais, diz Paes de Barros

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Ao comentar a troca de experiências entre os países emergentes, subsecretário de Ações Estratégicas da Presidência citou exemplos de possíveis cooperações
por Portal Brasil publicado: 13/03/2015 18h23 última modificação: 13/03/2015 18h23

Após quatro dias de discussões sobre população e desenvolvimento, especialistas e representantes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), encerraram nesta sexta-feira (13) o Segundo Seminário de Oficiais e Peritos em Assuntos Populacionais com o consenso de que é preciso cooperar para avançar nos tópicos de população e desenvolvimento, como mortalidade materna, envelhecimento da população e igualdade de gênero no mercado de trabalho.

“Nós (Brics), temos diferentes opiniões e posicionamentos sobre inúmeros assuntos. Tais diferenças são muito importantes, mas precisamos ter um comprometimento com a cooperação entre os países para elaborarmos uma política unificada para o avanço de questões populacionais”, afirmou o subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Ricardo Paes de Barros.

Ao comentar a troca de experiências entre os países emergentes, Paes de Barros citou alguns exemplos de possíveis cooperações. Na área de mortalidade materna, ele disse que o Brasil tem aprendido muito com a China e deve acompanhar mais de perto o sucesso do país. Na área de tratamento e controle do HIV/Aids, ressaltou que o governo brasileiro pode auxiliar a África do Sul e a Índia, onde mais de 20% da população sofre com a doença.

No âmbito da urbanização, Paes de Barros ressaltou que o País também compartilha de problemas parecidos com da África do Sul e que os dois devem seguir com análises conjuntas de planejamento e ordenamento urbano. Já sobre a questão de igualdade de gênero e mercado de trabalho, os avanços da Rússia continuam sendo almejado pelos demais membros do bloco.

“Gostaríamos que voltassem para seus países de origem com a consciência de que o Brasil está à disposição para dar e oferecer cooperação no que for possível. Precisamos de metas cada vez mais ousadas para alcançarmos o desenvolvimento sustentável”, concluiu Paes de Barros.

Ao final do evento, a Rússia anunciou que assumirá, este ano, a presidência pró tempore do Brics. Segundo o vice-ministro do Trabalho e de Proteção Social da Rússia, Sergey Velmyaykin, o próximo passo do bloco é discutir o desafio demográfico e a sua relação com o desenvolvimento econômico, em um seminário que deverá ser realizado em dezembro, na cidade de Moscou. Em 2016, também será realizada a primeira reunião de ministros do trabalho e emprego com o objetivo de discutir sobre a necessidade de formalização.

Diferenças de gênero

Na última quarta-feira (11), os especialistas do Brics reunidos no seminário discutiram sobre as diferenças de gênero no mercado de trabalho, a igualdade de gênero e o papel das mulheres no cuidado de crianças pequenas e idosos dependentes. De acordo com Tatau Godinho, da Secretaria de Políticas do Trabalho e Autonomia Econômica das Mulheres, o aumento da participação feminina foi de 4,5% entre 2000 e 2010.a valorização do salário mínimo e o aumento da proteção social contribuíram para os avanços.

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Durante debate sobre respostas políticas aos desafios populacionais, o embaixador Carlos Paranhos ressaltou que, após 20 anos da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD), realizada no Cairo, muitos desafios ainda persistem. “O diálogo entre os países do Brics é essencial para melhor protegermos e promovermos os direitos de todos os grupos populacionais, garantindo às nossas populações níveis mais altos de bem-estar econômico e social."

Fonte:
Secretaria de Assuntos Estratégicos

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