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Mídia pode ajudar brasileiros a conviver com a diferença de forma pacífica, diz Edinho Silva

Congresso Brasileiro de Radiodifusão

Em debate sobre a imprensa, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social foi enfático ao dizer que controle da mídia nunca existiu
por Portal Brasil publicado: 07/10/2015 20h10 última modificação: 08/10/2015 15h50
Foto: Iano Andrade/Portal Brasil O desafio da imprensa, apontou Edinho Silva, é manter a credibilidade de quem informa

O desafio da imprensa, apontou Edinho Silva, é manter a credibilidade de quem informa

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, defendeu nesta quarta-feira (7), no 27º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, que é "importante" a mídia brasileira debater a questão da intolerância no País. 

"Hoje, evidentemente, que essa intolerância, essa dificuldade de convívio com a diferença nos preocupa muito e eu penso que a radiodifusão pode cumprir um papel fundamental no sentido de nós termos, sim, pensamentos diferentes, divergentes, mas que o povo brasileiro continue convivendo com a diferença de forma pacífica", afirmou. 

Edinho foi convidado para debater o papel da mídia no amadurecimento das instituições e a liberdade de expressão comercial e jornalística. A mediação foi feita pelo jornalista Heraldo Pereira.

Diante de um auditório lotado, o ministro começou sua fala comentando como este início de século XXI coloca para todos, governo e sociedade civil, uma série de desafios importantes.

Edinho citou episódios internacionais recentes, como a Primavera Árabe e os protestos de ocupação em Wall Street, como exemplos do esgotamento de modelos de Estado. “Isso estava presente na agenda de 2013 (no mundo) e está presente agora no Brasil. A questão central é o distanciamento entre o representante e o representado. Uma crise de representação.”

Como exemplo desse contexto, o ministro comentou o grande número de “não políticos” candidatos nas eleições. “A sociedade quer uma aproximação maior. Esse é um desafio fundamental. Precisamos de uma nova agenda de Estado. Se não teremos cada vez mais um esgarçamento nessas relações e uma grande descrença nas instituições.”

O maior desafio do governo atualmente, afirmou, é atingir a estabilidade política para que as medidas econômicas possam prosperar. “Tenho certeza que sairemos fortalecidos. Para que a democracia seja nosso maior legado histórico.”

Perguntas da plateia

Quanto à flexibilização da Voz do Brasil, Edinho Silva diz que não é contra. “Desde que tenha parâmetros. A Voz é um importante meio de comunicação, especialmente em algumas regiões. Não podemos colocar de madrugada, sem audiência.” A regionalização dos meios de comunicação também foi lembrada pelo ministro. “Sendo do interior, sei da importância dos veículos regionais. As pessoas querem saber o que acontece nas suas cidades. É tão importante quanto uma notícia nacional.”

Indagado a respeito de controle da mídia, Edinho Silva foi enfático: “Não existe e nunca existiu. Controle de mídia está longe da história de vida da presidenta Dilma”, reforçou. Sobre liberdade de expressão, ressaltou que é importante para o governo e para os comunicadores. O desafio, apontou, é manter a credibilidade de quem informa. “Penso que o grande risco da imprensa é na editorialização, na adjetivação do fato. O que é o fato? Temos que entender isso. Hoje a sociedade quer receber informação e interagir, que interlocução. E o interlocutor está cada vez mais crítico.”

Questionado se a mídia atrapalha as ações de governo, o ministro respondeu que não. “Não sou daqueles que culpam a mídia. Com a internet, temos uma grande gama de informações. A formação de opinião se dá de forma muito diversificada.”

Fonte: Portal Brasil

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