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Brasil vai propor ao G20 que países do grupo não aumentem subsídios agrícolas

Proposta

G20 reúne os 19 países com as maiores economias do mundo, além da União Europeia; reunião da cúpula ocorrerá nos próximos dias 15 e 16 de novembro
por Portal Brasil publicado: 12/11/2015 09h10 última modificação: 12/11/2015 09h27
Foto: Divulgação/Itamaraty Brasil vai propor ao G20 que países do grupo não aumentem subsídios agrícolas, diz embaixador Carlos Márcio Cozendey.

Brasil vai propor ao G20 que países do grupo não aumentem subsídios agrícolas, diz embaixador Carlos Márcio Cozendey.

O Brasil levará à X Cúpula do G20 uma proposta para que os países do bloco não aumentem subsídios para produtos agrícolas em meio ao chamado fim do superciclo das commodities. O G20 reúne os 19 países que têm as maiores economias do mundo, além da União Europeia. A reunião da cúpula ocorrerá nos próximos dias 15 e 16 de novembro em Ancara, na Turquia.

“Achamos que o G20 deveria se preocupar com isso. Se, em resposta a queda dos preços, os subsídios forem aumentados, essa queda vai ser ainda maior e isso vai ser muito ruim para os países mais pobres e para o desenvolvimento rural desses países”, comentou o subsecretário-geral de assuntos econômicos financeiros do Itamaraty, embaixador Carlos Márcio Cozendey.

De acordo com ele, o objetivo é “levantar” o assunto. “Estamos propondo que o G20 deveria fazer compromisso de evitar aumentar esses subsídios, assim como existem compromissos que não são legalmente vinculantes, mas que representam compromisso moral do bloco de tentar alcançar aquele objetivo. Nós achamos que na situação atual de queda dos preços agrícolas, esse é um compromisso que o G20 deveria assumir”, completou.

Temas gerais

“Implementação, inclusão e investimento”. São os três “Is” que a Turquia escolheu para para tratar na X Cúpula do G20, que ocorre no próximo fim de semana, em Ancara, e que serão o foco das discussões da cúpula internacional que reúne líderes mundiais de 20 países ou blocos voltados para cooperação mútua em temas econômicos ou financeiros.

Na área da implementação, serão retomados os compromissos aprovados na última cúpula em Brisbane, Austrália, em 2014. Entre os pontos, a presidência turca priorizou a efetivação de estartégias que têm por objetivo elevar o PIB coletivo em 2,1 pontos percentuais.

Em investimentos, a Turquia priorizou a discussão com base em quatro linhas: aperfeiçoamento do clima de investimentos; facilitação da intermediação financeira; bancos multilaterais de desenvolvimento; e marco legal e institucional.

No quesito inclusão, os líderes devem acordar compromisso coletivo de reduzir em 15%, até 2025, o desemprego juvenil, formado por jovens que não estão empregados, que não estudam ou estão no mercado informal.

Além disso, outra contribuição importante do grupo se refere a segurança alimentar. Os países-membros devem anunciar o compromisso de enfrentar a questão crítica da perda e do desperdício de alimentos.

“O G20 quer chamar a atenção para esse tema para que países se comprometam a essa questão. O Brasil contribuiu um pouco para essa discussão com a agenda da recuperação e distribuição do alimento”, disse.

Temas recorrentes

Em regulação financeira, o G20 concentrou esforços na implementação das reformas regulatórias já concluídas e em terminar a regulamentação faltante. São elas: instituições financeiras e não financeiras “grandes demais para falir”; sistema bancário paralelo e mercado de derivativos.

Além disso, avançarão na questão da cooperação tributária.

“Antes havia tendência a permitir que os países competissem por investimentos na base de dar oportunidade para empresa, e evitar pagar impostos em outros lugares. Isso mudou a partir de atuação do G20. Hoje existe esforço internacional para combater essa prática e para que empresas paguem impostos devidos para questão de justiça fiscal”, explicou Cozendey.

Fonte: Blog do Planalto

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