Governo
Estamos punindo severamente ação "irresponsável" que causou a tragédia no rio Doce, afirma Dilma
COP21
Durante seu discurso no primeiro dia da Conferência do Clima de Paris (COP21), nesta segunda-feira (30), em Paris, a presidenta Dilma Rousseff classificou o rompimento da barragem em Mariana (MG), como uma “ação irresponsável de uma empresa” que provocou o “maior desastre ambiental da história do Brasil”, na bacia hidrográfica do rio Doce. Ela garantiu aos presentes que o governo está punindo “severamente” os responsáveis.
“Estamos reagindo a um desastre por medida de redução de danos, apoio as populações atingidas, prevenção de novas ocorrências e também punindo severamente os responsáveis por essa tragédia”, afirmou a presidenta logo no início de seu discurso.
A barragem do Fundão é controlada pela mineradora Samarco, cujo os donos são a Vale e a BHP Billiton.
Só o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) já multou a Samarco em R$ 250 milhões.
No dia 5 de novembro, o rompimento da barragem do Fundão provocou o lançamento de rejeitos no rio Doce que chegaram a diversos municípios de Minais Gerais e do Espírito Santo. A lama despejada no rio também atingiu o litoral norte do Espírito Santo e avançou mar adentro.
A presidenta Dilma tem comandando pessoalmente todas as ações do governo federal para minimizar o estrago causado pela tragédia. Além de ter sobrevoado os locais afetados pelo acidente, a presidenta já se reuniu por três vezes com os governadores de Minais Gerais, Fernando Pimentel, e do Espírito Santo, Paulo Hartung. Em duas delas, a presidenta os recebeu em audiência no Palácio do Planalto.
Dilma também recebeu no Palácio o fotógrafo Sebastião Salgado, que há anos desenvolve um projeto de recuperação da bacia do rio Doce.
O governo reconheceu a situação de emergência em Mariana por procedimento sumário, para a ampliação das ações de assistência e reconstrução das áreas prejudicadas e possibilitar que as famílias afetadas pudessem sacar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
O governo federal também instituiu o Comitê de Gestão e Avaliação de Respostas ao desastre. O objetivo do Comitê é acompanhar as ações de socorro, assistência, restabelecimento de serviços essenciais afetados, recuperação de ecossistemas e de reconstrução decorrentes do desastre. Coordenado pela Casa Civil, é composto pelos ministérios da Integração Nacional, Justiça, Defesa, Minas e Energia, Meio Ambiente e Cultura e pela Advocacia-Geral da União.
Fonte: Blog do Planalto
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