Governo
Dilma visita Rio de Janeiro no Dia Nacional de Mobilização Zika Zero
Dia Nacional de Mobilização Zika Zero
A presidenta Dilma Rousseff participa, neste sábado (13), do inédito e maior esforço conjunto do governo federal contra o mosquito Aedes aegypti: o Dia Nacional de Mobilização Zika Zero. Assim como 27 ministros, a presidenta faz parte do mutirão que ocorrerá, simultaneamente, em 356 municípios do País. Dilma acompanhará, a partir das 10h, a visita de militares das Forças Armadas a residências da comunidade Zeppelin, no bairro de Santa Cruz (RJ). O objetivo é orientar e mobilizar os brasileiros a combater o mosquito transmissor de doenças no local onde ele mais se reproduz: dentro de casa.
Com o apoio de 220 mil militares, 46 mil agentes de combate às endemias e 266 mil agentes comunitários de saúde, a meta é visitar três milhões de lares. Também serão distribuídos panfletos com um número de telefone local que irá receber denúncias de locais onde possivelmente haja proliferação do mosquito. Para a distribuição do efetivo das Forças Armadas nessa fase de mobilização, foram considerados os municípios com maior incidência das doenças transmitidas pelo mosquito e os que contam com organizações militares instaladas.
A dona de casa Lucimara Delfine, de 43 anos, moradora do bairro de Santa Cruz, acredita que a mobilização nacional irá trazer bons resultados. "Essa ação veio em boa hora, porque mostra uma atenção do governo com a população, principalmente as mais carentes". Ela também reconhece que sempre é fácil identificar e eliminar possíveis focos do mosquito dentro de casa. "Mas acho que se a gente organizar mais o tempo, dá sim para manter esses cuidados no dia a dia. E isso é responsabilidade de todos." Justamente para ajudar a população a incluir na rotina o combate ao mosquito, o governo quer que cada pessoa faça o "sábado da faxina" com o intuito de, semanalmente, verificar os possíveis focos do mosquito e destruí-los.
Vizinha de Lucimara, Rosangela Avelino, 50 anos, é um exemplo de como atitudes simples podem fazer diferença. "Quando estou andando na rua e vejo um copo plástico, uma tampinha ou lata de refrigerante eu pego, jogo a água fora e coloco em um lixo coberto. Aqui em casa também não fica água parada de jeito nenhum. Coloco cloro no pratinho das plantas, não deixo o líquido que pinga do ar condicionado acumular e lavo sempre a vasilha dos cachorros porque o mosquito gosta de colocar ovo ali", conta.
Para a funcionária pública Sandra Amorim, moradora da Comunidade Zeppelin (RJ), o despertar da responsabilidade coletiva será o impacto mais importante da campanha. "Não adianta só o governo fazer, tem de ter a participação de cada um. A gente sabe que não basta eu cuidar da minha casa e a vizinha não cuidar", reforça.
Cronograma
A campanha deste sábado (13) faz parte da segunda etapa da estratégia nacional do governo para conter o avanço dos casos de zika, dengue e febre chikungunya. Na primeira, iniciada em 29 de janeiro, as Forças Armadas realizaram um mutirão de limpeza em 1.200 unidades militares espalhadas pelo País. Ainda estão previstas duas etapas da campanha de combate ao Aedes. Entre os dias 15 e 18 de fevereiro, 50 mil militares, sob a coordenação do Ministério da Saúde, farão visitas nas residências, acompanhados por agentes de saúde, para inspecionar possíveis focos de proliferação, orientando os moradores e, se for o caso, fazendo aplicação de larvicida em criadouros.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Blog do Planalto
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