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Saúde

Dilma visita laboratório que desenvolve tecnologias contra o Aedes aegypti

Fiocruz

O instituto é a maior planta produtora de imunobiológicos brasileira e pertence à Fundação Oswaldo Cruz, vinculada ao Ministério da Saúde
por Portal Brasil publicado: 10/03/2016 16h05 última modificação: 10/03/2016 16h12
Foto: Rafael Carlota/PR Laboratório da Fiocruz testa tecnologia que introduz bactéria Wolbachia em ovos de Aedes aegypti. A bactéria impede que o inseto transmita o vírus da zika, dengue e chikungunya

Laboratório da Fiocruz testa tecnologia que introduz bactéria Wolbachia em ovos de Aedes aegypti. A bactéria impede que o inseto transmita o vírus da zika, dengue e chikungunya

A presidenta Dilma Rousseff visita, nesta quinta-feira (10), o Laboratório do Instituto Bio-Manguinhos, no Rio de Janeiro (RJ), para conhecer projetos que estão sendo desenvolvidos no combate aos vírus zika, dengue e chikungunya e ao vetor de transmissão dessas doenças, o mosquito Aedes aegypti. O instituto é a maior planta produtora de imunobiológicos brasileira e pertence à Fundação Oswaldo Cruz, vinculada ao Ministério da Saúde.

Uma das principais tecnologias que a presidenta vai conhecer de perto é a que introduz a bactéria Wolbachia em ovos de Aedes aegypti. Quando presente no mosquito, a bactéria reduz a capacidade de transmissão do vírus.

O estudo está sendo realizado pelo projeto "Eliminar a Dengue: Desafio Brasi", que integra o esforço internacional sem fins lucrativos do Programa "Eliminate Dengue: Our Challenge" (Eliminar a Dengue: Nosso Desafio).

O vice-presidente de Pesquisa da Fiocruz, Rodrigo Stabeli, explica que a técnica não apresenta riscos aos seres humanos ou ao meio ambiente. Isso porque esse mecanismo de controle vetorial “coloca uma bactéria que já é amplamente distribuída no meio ambiente, portanto, não tem nenhum dolo. O único dolo que causa é contra o vírus”.

Segundo ele, o projeto já está em fase avançada, dando resultados significativos não só no Brasil, mas em outros países, como a Austrália e Vietnã.

No Brasil, o projeto tem financiamento do Ministério da Saúde, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e CNPq. O projeto conta, ainda, com recursos diretos da Fundação Bill & Melinda Gates, e com contrapartida da Fiocruz em estrutura, recursos humanos e equipamentos. A Secretaria Municipal de Saúde de Niterói e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro atuam como parceiros locais na implantação do projeto.

Outras tecnologias

Também desenvolvido para o controle vetorial de transmissão dos vírus, outro estudo aplica radiação nos mosquitos afetando a capacidade de reprodução. O resultado é a diminuição da população do Aedes aegypti.

Há ainda o projeto Unidades Disseminadoras, que funciona como uma armadilha com inseticida. Ao passar por ela, a fêmea do mosquito fica impregnada com a substância e a leva até o criadouro. Assim, dissemina a ação inseticida e elimina as larvas até mesmo em focos não identificados pela população e pelos agentes de saúde. “Esse estudo é importante porque ele é barato, uma tecnologia barata”, avalia Stabeli.

Além disso, o Bio-Manguinhos está estudando o comportamento epidemiológico do vírus zika na população. “É importante saber para que se possa fazer a melhor estratégia vacinal, a melhor estratégia de combate ao vírus”, explica o vice-presidente.

A Fiocruz possui também o Instituto Nacional de Infectologia e o Instituto Nacional da Mulher, da Criança e do Adolescente, que tem se empenhado na atenção às gestantes que estão infectadas pelo zika, em especial às gestantes com bebês com microcefalia.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Blog do Planalto

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Assunto(s): Doença animal, Saúde

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