Você está aqui: Página Inicial > Governo > 2016 > 04 > Cardozo diz que governo pode ir à Justiça contra relatório de impeachment 'viciado' e 'nulo'

Governo

Cardozo diz que governo pode ir à Justiça contra relatório de impeachment 'viciado' e 'nulo'

Defesa

Para ministro-chefe da AGU, relator já havia tomado sua decisão antes mesmo de ouvir a defesa da presidenta Dilma
por Portal Brasil publicado: 06/04/2016 22h52 última modificação: 06/04/2016 23h30

O ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), José Eduardo Cardozo, concedeu, na noite desta quarta-feira (6), entrevista coletiva para comentar o relatório favorável ao impeachment apresentado pelo deputado Jovair Arantes na Câmara dos Deputados.

Cardozo elencou diversas irregularidades no processo e no relatório apresentado pelo parlamentar. Segundo o ministro, o relatório é "viciado" e "nulo". Por isso, de acordo com ele, caso a comissão não vete o parecer, o governo poderá apelar à Justiça.

Mais do que um vício, temos caracterizado uma flagrante ilegalidade. O relatório também se mostra viciado. É um processo nulo porque não mostra dolo", afirmou.

Cardozo disse que ninguém deseja que processos sejam anulados, e que confia no bom senso para que a comissão negue o relatório. Tem que seguir a lei, mas na medida em que isso não aconteça, a Justiça pode ser acionada na hora em que acharmos necessário.

Para o ministro, o relator apenas tentou dar um verniz jurídico à decisão que já havia tomado antes mesmo de ouvir a defesa da presidenta DilmaEle já tinha sua decisão tomada.”

O ministro ainda questionou a legalidade da sessão, pois, segundo ele, o advogado da AGU foi impedido de se pronunciar sobre o caso. "Ofende o direito de defesa, ofende na medida em que trata questões estranhas ao processo. Então, portanto, a sessão de hoje caraterizou violacão quando não se permitiu que advogado pudesse falar", criticou.

Na coletiva, o ministro ainda acrescentou que o parecer trata de fatos relativos ao primeiro mandato da presidenta Dilma, o que não pode ser levado em conta num processo de impeachment nesse momento. "Fatos que não eram objeto do processo não poderiam ser ali tratados", explicou.

Cardozo lembrou, mais uma vez, que "não há nenhuma irregularidade nas chamadas pedaladas e, mesmo que houvesse, isso não configuraria crime de responsabilidade", disse. "No máximo, uma ofensa à Lei de Responsabilidade Fiscal. Sem crime de responsabilidade não há impeachment”, completou.

Fonte: Blog do Planalto

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Dilma destaca importância da agricultura para ‪‎o País
No lançamento do Plano Safra 2016/2017, a presidenta fez um balanço do apoio do governo federal ao setor
No Dia do Trabalho, Dilma anuncia reajuste noBolsa Família
Haverá reajuste médio de 9% no valor do programa e reajuste de 5% na tabela do Imposto de Renda
Prorrogada permanência de estrangeiros no Mais Médicos
A MP, assinada nesta sexta-feira (29), garante a atuação de 7 mil médicos estrangeiros no país até 2019
No lançamento do Plano Safra 2016/2017, a presidenta fez um balanço do apoio do governo federal ao setor
Dilma destaca importância da agricultura para ‪‎o País
Haverá reajuste médio de 9% no valor do programa e reajuste de 5% na tabela do Imposto de Renda
No Dia do Trabalho, Dilma anuncia reajuste noBolsa Família
A MP, assinada nesta sexta-feira (29), garante a atuação de 7 mil médicos estrangeiros no país até 2019
Prorrogada permanência de estrangeiros no Mais Médicos

Últimas imagens

Somente em Salvador serão entregues 2.800 unidades
Somente em Salvador serão entregues 2.800 unidades
Foto: Isac Nóbrega/PR
Em vários momentos, integrantes dos movimentos sociais que assistiam à cerimônia gritaram “Não vai ter golpe”
Em vários momentos, integrantes dos movimentos sociais que assistiam à cerimônia gritaram “Não vai ter golpe”
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Ministro da Educação disse que reconhecer o resultado da eleição é fundamental para a democracia
Ministro da Educação disse que reconhecer o resultado da eleição é fundamental para a democracia
Divulgação/EBC
Presidenta Dilma cumprimenta Mauro Lopes em cerimônia de transmissão de cargo na manhã desta quinta-feira (17)
Presidenta Dilma cumprimenta Mauro Lopes em cerimônia de transmissão de cargo na manhã desta quinta-feira (17)
Foto: Elio Sales/SAC

Governo digital