Governo
Dilma avisa que reforma ministerial, só após votação do impeachment
Política
A presidenta Dilma Rousseff confirmou, na manhã desta terça-feira (5), durante visita à aeronave KC-390, na Base Aérea de Brasília, que a reforma ministerial só será realizada após a conclusão da avaliação do pedido de abertura de processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados. A previsão de votação do pedido pelo plenário, caso seja aprovado na Comissão, é para a semana que começa no dia 17 de abril.
Bem-humorada, Dilma voltou a falar que pedir seu impedimento com base nas chamadas “pedaladas fiscais” é um golpe, já que o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, demonstrou claramente a legalidade da operação, nesta segunda-feira (4), na Câmara.
“Não iremos mexer em nada até a conclusão de processos de votação”, disse a presidenta.
Dilma criticou parte da imprensa que está “criando factóides” e, assim, prejudicando o ambiente do País. Segundo a presidenta, falar em mudança ministerial agora é especulação. “São notícias sem base, na verdade, sem consultas. Isso não é bom para o jornalismo. Lamento muito, pois isso vai de minha saúde até a mudança na estrutura do governo. Por favor, temos de nos pautar pelo realismo.”
Ao ser questionada sobre proposta do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) de antecipar as eleições presidenciais para outubro deste ano, a presidenta disse que essa é apenas mais uma proposta, como tantas outras. Quando os jornalistas insistiram por uma avaliação sobre a ideia, ela foi dura: “Nem rechaço nem aceito. Eu acho que é uma proposta. Convença a Câmara e o Senado a abrir mão dos seus mandatos. Aí vem conversar comigo”, disse.
Ela criticou a instabilidade política criada sistematicamente pela oposição desde que assumiu a Presidência da República. “Nenhum governo conseguirá governar o Brasil se não tiver um pacto pelo diálogo, pela estabilidade política. Na hora em que você desrespeita a regra do jogo, você desrespeita o próprio jogo democrático”, apontou.
Segundo Dilma, a aposta na linha do “quanto pior, melhor” é algo extremamente danoso para o País. “É público e notório que há um vaso comunicante entre a política e a economia. Sem estabilidade política, não tem crescimento econômico e recuperação da economia. Não se tem basicamente a volta do crescimento com geração de emprego, e a manutenção das novas conquistas sociais.”
KC-390
Antes de falar sobre política, a presidenta elogiou o cargueiro militar KC-390, que representa um avanço significativo em termos de tecnologia e inovação para a indústria aeronáutica brasileira.
“Sem dúvida nenhuma é algo que devemos nos orgulhar. Como brasileiros, é uma prova de que a engenharia nacional e as empresas brasileiras, juntamente à indústria de defesa e à política de Defesa Nacional, são capazes de gerar uma grande vantagem para o País”, avaliou Dilma.
A aeronave é resultado de um projeto conjunto da Embraer com a Força Aérea Brasileira (FAB) para desenvolvimento e produção de um avião de transporte militar tático e reabastecimento em voo.
Fonte: Portal Brasil, com informações do Blog do Planalto
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