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Ex-presidente da Câmara: Ser contra impeachment é defender processo democrático

Política

Arlindo Chinaglia critica ‘cassação de 54 milhões de votos’; deputado da Rede faz oposição ao governo, mas diz que processo está 'contaminado'
por Portal Brasil publicado: 12/04/2016 20h08 última modificação: 12/04/2016 20h08

O deputado-federal Arlindo Chinaglia (PT-SP), ex-presidente da Câmara, se posicionou terça-feira (12) em favor da manutenção do mandato da presidenta Dilma Rousseff, afirmando defender “valores” ameaçados por um processo conduzido sem comprovação de crime de responsabilidade. “Já não é mais a defesa do governo. É a defesa do processo democrático, porque cassar 54,5 milhões de pessoas que votaram [em Dilma] por um Congresso numa eleição indireta não me parece razoável”, afirmou.

Chinaglia avalia haver “um movimento em defesa da democracia cada vez maior na sociedade”. Segundo ele, a derrubada do impeachment é importante para vencer aqueles que colocam em “risco a própria estabilidade” da economia brasileira. “O impeachment agravou os problemas econômicos. É por isso que eu acho que nós temos linhas de argumentos que são bastante fortes”, disse.

A posição do ex-presidente da Câmara é acompanhada pelo novato Aliel Machado (Rede-PR), que chegou ao parlamento no ano passado para seu primeiro mandato, após passagem como vereador em Ponta Grossa. Machado é oposição ao governo Dilma - entre outros motivos, por discordar da política econômica conduzida pela presidenta.

Mas contrariando a orientação de seu partido, a Rede Sustentabilidade, Machado vai votar contra o impeachment no próximo domingo (17). “Ser oposição ao governo não é ser oposição ao país. O processo de impeachment está contaminado pelo senhor Eduardo Cunha [presidente da Câmara], que é quem coordena esse processo. Ele é réu no Supremo Tribunal Federal. É acusado de receber propinas. Acusado de receber dinheiro de desvios de obras públicas. Isso é um grande absurdo”, justifica.

O deputado paranaense defende a investigação da chapa da presidente Dilma pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso a Corte decida por refutar acusações de irregularidades na campanha de 2014, o parlamentar afirma que vai manter oposição ao Palácio do Planalto.

Mas sem leviandade em temas relevantes ao pais. “Pensando no bem do país tem de ter responsabilidade mesmo quem é oposição. Eu, que não tive cargo e não tenho cargo no governo, que não faço parte da base aliada do governo, sei que tem temas importantes que tenho de ser a favor do país. Se for preciso acompanhar o governo em algumas votações de maneira pragmática para discutir a situação do país, eu sou um dos que estarei favorável”, diz Machado.

O líder do PHS, Givaldo Carimbão (AL), defende a continuidade do mandato de Dilma. Segundo o deputado, o relatório final recomendando o afastamento da presidenta não apresenta argumentos legais pelo impeachment, o que ameaçaria prefeitos e governadores com “dificuldade de governabilidade” devido oposição nas suas cidades e estados.

Carimbão criticou. ainda, o vice-presidente da República, que em áudio vazado nesta segunda-feira (11) ensaiava um discurso de posse, se antecipando ao processo em andamento na Câmara. “Me parece que o golpe está em o vice-presidente da República armar com o seu partido para sair do governo em prol dele mesmo e não do País. Era hora de dar as mãos e não fazer conspiração, fazer golpe”, afirma.

Fonte: Portal Brasil

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