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"Não estão me acusando de um crime de corrupção porque eu não o cometi"

Democracia

Em entrevista à emissora Telesur, Dilma afirmou ainda que há uma tentativa de golpe para implantar um projeto derrotado nas urnas
por Portal Brasil publicado: 06/05/2016 11h30 última modificação: 06/05/2016 16h35

A presidenta Dilma Rousseff enfatizou, nesta quinta-feira (5), que não cometeu nenhum crime de responsabilidade e que, portanto, o pedido de impeachment que tramita no Senado Federal não tem base jurídica. As afirmações foram feitas em entrevista exclusiva concedida à emissora latinoamericana TeleSUR.

Não estão me acusando de um crime de corrupção porque eu não o cometi. Não tenho contas bancárias no estrangeiro, não tenho processos por tirar vantagens de qualquer forma do governo. Trata-se de uma discussão sobre contas públicas. E esse tipo de questão administrativa, sem crime de responsabilidade, não é base para tirar uma presidente da República eleita. Esse impeachment é um golpe de Estado, disse.

A presidenta disse acreditar que o golpe não é apenas contra o seu mandato, mas contra a democracia e todo o processo democrática da América Latina, que fomenta o crescimento dos setores mais pobres e as políticas sociais”, disse. “Estamos enfrentando um momento de crise no capitalismo que afetou os países emergentes. Houve uma desaceleração econômica. É nesses momentos que surgem os golpes, quando os países estão mais frágeis, alertou.

Ela afirmou ainda que o suposto programa de governo do vice-presidente Michel Temer, amplamente repercutido na imprensa, faz parte de uma política derrotada nas urnas nas últimas eleições presidenciais em 2014. Segundo a presidenta, o impedimento de seu mandato seria uma forma da oposição chegar ao poder através de vias que não as eleitorais”.

A presidenta reafirmou, por fim, que não acredita no impedimento do seu cargo, mas, sim, na força dos movimentos sociais para lutar pela democracia.

Acho que o golpe não irá se consumar, e lutamos para isso. Vamos lutar dentro das regras democráticas. Com as lutas, saímos sempre com algumas conquistas. A América Latina tem experiência suficiente para saber para onde não podemos seguir”.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Blog do Planalto

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