Cultura
Temer lamenta morte de Cauby Peixoto
Cultura
O presidente interino Michel Temer lamentou, por meio de sua conta no Twitter, a morte de Cauby Peixoto. Considerado um dos maiores cantores do país, ele morreu ontem (15), aos 85 anos.
Cauby estava internado com um quadro de pneumonia desde o dia 9 de maio no Hospital Sancta Maggiore, no Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo.
Em 65 anos de carreira, Cauby teve grande sucesso com músicas como Blue Gardenia, Conceição, Mil Mulheres, Bastidores, New York, New York e Nada Além.
Em sua conta na rede social, Michel Temer escreveu a seguinte mensagem:
Recebi com tristeza esta manhã a notícia da morte de Cauby Peixoto, uma figura exponencial da música e canção brasileiras.
— Michel Temer (@MichelTemer) 16 de maio de 2016
"Conceição, eu me lembro muito bem" é uma frase saudosista que nos fará lembrar hoje é sempre deste grande brasileiro.
— Michel Temer (@MichelTemer) 16 de maio de 2016
Meus pêsames à família, amigos e fãs.
— Michel Temer (@MichelTemer) 16 de maio de 2016
O corpo do cantor está sendo velado na Assembleia Legislativa de São Paulo, no Parque do Ibirapuera. O sepultamento ocorrerá no fim da tarde, no Cemitério Congonhas, na zona sul da cidade.
Trajetória
Cauby Peixoto Barros nasceu em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro, em 10 fevereiro de 1931. Cresceu em uma família de artistas. Trabalhou no comércio até começar a participar de programas de calouros no fim da década de 40, como a Hora dos Comerciários, na Rádio Tupi. Gravou o primeiro disco pelo selo Carnaval, em 1951, com o samba Saia branca, de Geraldo Medeiros, e a marcha Ai, que carestia!, de Victor Simon e Liz Monteiro. Foi um dos grandes nomes da chamada "era de ouro do rádio".
Cauby Peixoto teve a Rádio Nacional como um dos grandes momentos de sua trajetória. Na entrada e saída do Edifício A Noite, onde ficavam os auditórios e estúdios da rádio que projetou seu nome para todo o país na década de 50, o cantor foi muitas vezes cercado por fãs, que recebiam presentes e até rasgavam parte de sua roupa na ânsia de ficar um pouco mais perto do astro.
Na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, veículo que hoje faz parte da Empresa Brasil de Comunicação, Cauby deixou amigos, como o comunicador e locutor Gerdal dos Santos, que apresenta o programa Onde Canta o Sabiá. Gerdal lembra a chegada de Cauby à rádio, em 1954, e descreve o cantor como "perfeccionista".
"Era um ótimo caráter, um homem bom. Como artista, além de ter aquela voz privilegiada, era um cantor perfeccionista, porque ele sabia tirar a entonação da canção, a melodia, e ensaiava muito", contou Gerdal. Segundo ele, o ídolo se destacava por ter muita dedicação, além de sua genialidade: "Ele se esmerava muito na forma de estudar a música, de cantar e de gravar."
O apresentador lembra que quando Cauby chegou à rádio tinha uma vida modesta em Niterói, onde nasceu, mas, por orientação de seu empresário, o cantor se mudou para um hotel no centro do Rio de Janeiro.
"Eu fazia parte do cast [elenco] de radioteatro, novelas e programas, e Cauby era o cantor do momento. Presenciei, entrando na rádio, ele ser procurado pelas fãs na porta. Elas corriam no Edifício à Noite e tiravam dele uma lembrança, um lenço, uma carteira, o que viesse. Puxavam a manga do terno e saiam com ela na mão".
O pesquisador Ricardo Cravo Albin disse que Cauby foi ídolo da juventude de sua época, e que seu sucesso foi um fenômeno muito parecido com o que provocou Roberto Carlos anos depois.
"Foi a última cigarra da música popular, porque morreu cantando. Poucos exemplos podem se fazer dentro da opulenta história popular como a do Cauby Peixoto, 65 anos pelo menos cantando e encantando o Brasil", disse o musicólogo.
Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil

















