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Infraestrutura

Procura por derivados de petróleo pode levar Petrobras a antecipar operação de novas refinarias

por Portal Brasil publicado: 04/04/2011 20h43 última modificação: 28/07/2014 13h04

A Petrobras poderá antecipar a entrada em operação de algumas refinarias caso a demanda por derivados de petróleo continue crescendo no País, disse o diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa. A afirmação foi feita nesta segunda-feira (4), durante visita às obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, na região metropolitana do estado.

Segundo Costa, a demanda por derivados cresceu acima do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado. A tendência deve ser a mesma este ano. “Se houver a demanda de mercado maior, e há uma grande tendência de que isso ocorra, é possível, principalmente nas refinarias do Nordeste, e quem sabe na segunda refinaria aqui do Comperj, que haja um esforço maior da companhia, visando a essa antecipação.”

Entre as refinarias cujas operações podem ser antecipadas estão a do Maranhão, inicialmente prevista para 2014, a do Ceará, com conclusão programada para 2017, e a segunda refinaria do Comperj, cuja operação está inicialmente marcada para 2018.

O aumento da demanda por derivados no Brasil exigiu a importação de 1,5 milhão de barris de gasolina, neste mês, para suprir as necessidades nacionais. De acordo com Costa, caso a demanda continue em alta e o preço do etanol se mantenha elevado, a Petrobras poderá recorrer a novas importações de gasolina em maio e junho.

Durante visita ao Comperj, Costa informou que a primeira refinaria do complexo, que deve começar a funcionar no final de 2013, já está com 20% das obras concluídas. Todo o trabalho de terraplanagem do terreno do Comperj, que tem 45 quilômetros quadrados e que também abrigará uma segunda refinaria e uma unidade petroquímica, já foi concluído no início do ano. A unidade petroquímica deve começar a operar entre o final de 2016 e o início de 2017.


Gás natural do pré-sal

No Comperj, a Petrobras usará o gás natural de campos do pré-sal como combustível e matéria-prima. De acordo com o diretor de Abastecimento da estatal, o gás será levado até o complexo provavelmente por gasodutos submarinos, que terão de 250 a 300 quilômetros de extensão.

O trajeto dos gasodutos ainda está sendo estudado. Outra possibilidade para levar o gás até o Comperj é a utilização de navios gaseiros para liquefazer o gás natural no oceano e transportá-lo até um terminal de regaseificação no continente.

Segundo Costa, a expectativa é usar 15 milhões de metros cúbicos diários de gás natural do pré-sal como matéria-prima na unidade petroquímica do Comperj, onde ele será transformado em produtos como propeno, butadieno, benzeno, polietilenos e polipropileno. O gás restante deverá ser usado como combustível no Complexo Petroquímico, que contará também com duas refinarias.

Cada refinaria do Comperj terá capacidade para processar 165 mil barris de petróleo por dia, quando estiver operando em capacidade plena, transformando o óleo bruto em derivados como diesel e querosene de aviação.

 

Fonte:
Agência Brasil

 

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