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Infraestrutura

Pré-Sal da Bacia de Santos deve ter 13 plataformas em operação até 2017, diz Petrobras

por Portal Brasil publicado: 02/05/2011 19h55 última modificação: 28/07/2014 13h05

A Petrobras e seus parceiros comemoraram, no final de 2010, o início da produção em escala comercial nos campos do pré-sal brasileiro. Atualmente, são extraídos cerca de 100 mil barris por dia (bpd) no polo pré-sal da Bacia de Santos e na área do pré-sal da Bacia de Campos, ambas no litoral sudeste do País. Só na Bacia de Santos, a produção diária deve alcançar, até 2017, cerca de 1 milhão de barris diários, com a entrada em operação das unidades planejadas para a região. 

As unidades flutuantes de armazenamento e transferência  (FPSO, na sigla em inglês) Cidade de São Vicente e Dynamic Producer colhem informações técnicas fundamentais para o futuro desenvolvimento das jazidas descobertas. Os dados deverão auxiliar o planejamento das atividades no pré-sal, coordenadas por meio do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado do Polo Pré-sal da Bacia de Santos (Plansal). 

No pico de produção, o FPSO estará conectado a seis poços produtores de petróleo, um injetor de gás, um injetor de água e, por fim, um capaz de injetar água e gás alternadamente. Assim como os TLDs de Lula Nordeste e Guará, o Piloto de Lula colhe informações de reservatório e de produção que serão fundamentais para a concepção das demais unidades de produção que irão produzir no pré-sal.


Conhecimento

Em 2010, a Petrobras perfurou oito poços no polo pré-sal da Bacia de Santos. Desde que foram descobertas essas acumulações, 20 poços já foram perfurados na região. Em 2011, mais 24 poços deverão ser perfurados na área. 

As informações coletadas pelas perfurações feitas até agora permitiram reduzir significativamente as dúvidas sobre os reservatórios do pré-sal, formados por rochas carbonáticas microbiais, antes pouco conhecidas pelos técnicos. 

Os dados dos campos de Lula e Cernambi estão sendo processados e interpretados. A conciliação dessas informações com os resultados obtidos nos testes de produção já propiciou maior conhecimento sobre o comportamento dinâmico das novas jazidas. Assim, há maior confiabilidade na previsão de produção futura e de reservas dessas áreas. Uma vez que os poços continuam a ser perfurados em toda a área do pré-sal da Bacia de Santos, os dados de perfis e testes de formação são utilizados não só para o entendimento do campo onde o poço está sendo perfurado, mas também para o desenvolvimento futuro de toda a área do pré-sal.


Plataformas 

Em novembro de 2010, foram assinados contratos para construção de oito cascos das futuras plataformas destinadas à primeira fase de desenvolvimento da produção do polo pré-sal da Bacia de Santos. Essas unidades, batizadas de “replicantes”, integram a nova geração de plataformas de produção concebidas segundo parâmetros de simplificação de projetos e padronização de equipamentos. A produção em série de cascos idênticos permitirá maior rapidez no processo de construção, ganho de escala e a consequente otimização de custos. 

Cada plataforma dessas, do tipo FPSO, terá capacidade para processar até 150 mil bpd de óleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás/dia. Os cascos estão sendo construídos no polo naval de Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul, e foram projetados para garantir 70% de componentes fabricados no país. 

Os oito replicantes entrarão em operação nos blocos BM-S-9 e BM-S-11. Além deles, serão instalados ali, também, dois outros projetos-pilotos, programados para as acumulações de Lula Nordeste e Guará, ambos com a mesma capacidade de produção dos replicantes. No total, serão treze unidades de produção a operar no polo pré-sal da Bacia de Santos até 2017, incluindo o Piloto de Lula, já iniciado com o FPSO Cidade de Angra dos Reis. 

A contratação do afretamento das duas plataformas restantes, para os projetos da área de Guará-Norte e do campo de Cernambi, foi aprovada pela Petrobras e parceiros no final de 2010. Serão FPSOs com capacidade para produzir até 150 mil bpd de óleo e até oito milhões de metros cúbicos de gás/dia. Os consórcios decidiram antecipar a produção dessas áreas, uma vez que os testes iniciais de vazão apresentaram excelentes resultados. 


Fonte: 
Agência Petrobras

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