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Infraestrutura

Plano de expansão de energia prevê mais 30 usinas hidrelétricas até 2020

por Portal Brasil publicado: 03/06/2011 20h07 última modificação: 28/07/2014 13h07

O Brasil deve ter pelo menos mais 30 usinas hidrelétricas até 2020, que vão gerar cerca de 19 mil megawatts (MW) de energia. Dessas, seis já foram autorizadas e devem entrar em operação a partir de 2018. Outras 24 ainda dependem de autorização e têm previsão de começar a funcionar a partir de 2016. A previsão está no Plano Decenal de Expansão de Energia 2020 (PDE) divulgado pelo Ministério de Minas e Energia nesta sexta-feira (3).

O documento prevê o planejamento energético do País até 2020 e serve para orientar as decisões do governo no atendimento ao crescimento da demanda e à necessidade de infraestrutura para o setor. O texto será submetido à consulta pública até o dia 1º de julho.

Segundo o PDE, entre 2010 e 2020 a taxa média de crescimento do consumo de energia elétrica será de 4,6% ao ano. Para expansão da geração de energia serão necessários, entre 2011 e 2020, investimentos de R$ 190 bilhões. Desse total, R$ 100 bilhões são referentes a investimentos em novas usinas: 55% em hidrelétricas e 45% no conjunto de outras fontes renováveis, como pequenas centrais hidrelétricas, usinas movidas a biomassa ou usinas eólicas. Para a transmissão de energia, os investimentos totais entre 2011 e 2020 devem ser de cerca de R$ 46,4 bilhões, sendo R$ 30 bilhões em linhas de transmissão e R$ 16,4 bilhões em subestações.

A demanda total de etanol projetada para 2020 é de 73,3 bilhões de litros. Para atender o mercado será necessária a expansão da capacidade industrial atual, tanto com o aumento da produção nas usinas já existentes quanto na construção de novas. De acordo com o PDE, a estimativa dos investimentos necessários é de cerca de R$ 90 bilhões até 2020.

“É importante destacar que, para o atendimento da demanda no médio prazo, é necessária a retomada dos investimentos em toda a cadeia produtiva, que foram significativamente reduzidos nos últimos anos, além de problemas climáticos (estiagem) em 2010 e alta do preço do açúcar no mercado internacional”, diz o estudo.

O plano prevê como desafio para o setor energético a viabilização desse conjunto de projetos de acordo com os princípios do desenvolvimento sustentável e destaca a necessidade de atender aspectos socioambientais nos projetos de geração de energia. “Isto é, fazer com que a estratégia de expansão da oferta de energia se mostre, a cada ciclo de planejamento, mais sustentável, sendo capaz de atender os objetivos setoriais em consonância com os propósitos de preservação do meio ambiente”, diz o documento.


Fonte:
Agência Brasil

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