Você está aqui: Página Inicial > Infraestrutura > 2011 > 06 > Produção de petróleo no Brasil deve atingir 6,1 milhões de barris em 2020

Infraestrutura

Produção de petróleo no Brasil deve atingir 6,1 milhões de barris em 2020

por Portal Brasil publicado: 06/06/2011 20h25 última modificação: 28/07/2014 13h07

A meta do Brasil para os próximos 10 anos é triplicar a produção anual de petróleo e gás, fazendo com que o setor seja responsável por 67% do investimento previsto de R$ 1 trilhão para todo setor energético do País. Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, que apresentou nesta segunda-feira (6), no Rio de Janeiro, o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2020), a produção brasileira de petróleo deve passar dos atuais 2,1 milhões de barris diários para 6,1 milhões em 2020, como consequência da exploração do pré-sal.

“O consumo vai aumentar, mas o grosso disso vai para o mercado externo”, explicou Tolmasquim, alertando que o volume considera tanto a produção da Petrobras como do setor privado. De acordo com o PDE, metade da produção será destinada às exportações.

Em relação ao gás natural, a estimativa da EPE é um salto da oferta dos atuais 58 milhões de metros cúbicos (m³) por dia em 2011, para 142 milhões m³/dia em 2020. O percentual de participação do conjunto das fontes renováveis de energia (hidráulica, eólica, etanol, biomassa, entre outras) também vai aumentar na matriz energética brasileira nos próximos dez anos. A presença destes recursos, que somou 44,8% em 2010, chegará a 46,3% em 2020.

O PDE, que está aberto à consulta pública no site do Ministério de Minas e Energia, projeta aumento expressivo da demanda por etanol no mercado brasileiro como resultado da expansão dos veículos bicombustível, que atualmente representam metade da frota nacional, mas que devem chegar a 78% dos automóveis em circulação no País em 2020. Além disso, a EPE projeta que o preço do etanol será competitivo em relação ao da gasolina. A oferta de etanol concentra quase a totalidade dos investimentos previstos para a área de biocombustíveis, que somam R$ 97 bilhões.

“Quando aumenta o flex [carro bicombustível], aumenta também o consumo do etanol. Historicamente, 70% das pessoas que têm carro flex consomem etanol em vez de gasolina”, disse Tolmasquim. A projeção é que a oferta de etanol acompanhe o aumento de demanda, afastando a possibilidade de faltar o biocombustível em função do preço, das condições climáticas e das sazonalidades de safra.

Em relação à energia elétrica, Tolmasquim também apresentou um cenário otimista. Segundo o PDE, o Brasil já contratou 70% da energia elétrica necessária para atender o aumento da demanda projetado até 2020, de 4,7% ao ano, em média (para um crescimento da economia estimado em 5% ao ano). Os 30% restantes, que ainda precisam ser contratados, terão como origem prioritária as fontes renováveis, com menos participação das hidrelétricas, que hoje representam 75% da capacidade instalada, mas que deve cair para 67% até 2020.

“No que diz respeito à geração, a hidreletricidade continua sendo a prioridade, acompanhada de perto pela energia eólica e a biomassa. Não podemos descartar as térmicas à gás já que, com o pré-sal, houve uma grande descoberta de gás natural e o gás poderá também ter um papel importante nessa matriz”, explicou o presidente da EPE.

Sobre energia nuclear, Maurício Tolmasquim mostrou cautela e lembrou que o PDE já previa a construção da terceira usina em Angra dos Reis como única planta nuclear projetada para esta década. “Após esse período, podemos esperar uma discussão sobre qual o papel da energia nuclear na matriz brasileira. Tem um grande debate apos [o vazamento de radiação nas usinas de] Fukushima, no Japão. Houve a desativação das usinas na Alemanha. Mas temos que considerar que o Brasil tem um grande potencial, domina o enriquecimento [de urânio] e tem a sexta reserva de urânio do mundo. Portanto, não devemos considerar que vamos abrir mão dessa tecnologia, mas devemos discuti-la olhando os prós e contras para ver em que ritmo devemos explorá-la”.

 

Fonte:
Agência Brasil
Empresa de Pesquisa Energética

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Porto de Itaqui é o sexto mais movimentado do Brasil
O governo investiu R$ 70 milhões no Berço 108 do Porto de Itaqui, que é a porta de entrada de boa parte do combustível importado pelo Brasil
Nova lei traz mudanças para o Código de Trânsito Brasileiro
Diretor do Denatran destaca as três principais, entre elas, o Sistema de Notificação Eletrônico.
Diretor do Denatran faz balanço da Operação Rodovida
Operação é feita para prevenir e evitar acidentes nas rodovias federais durante os feriados de fim e início de ano
O governo investiu R$ 70 milhões no Berço 108 do Porto de Itaqui, que é a porta de entrada de boa parte do combustível importado pelo Brasil
Porto de Itaqui é o sexto mais movimentado do Brasil
Diretor do Denatran destaca as três principais, entre elas, o Sistema de Notificação Eletrônico.
Nova lei traz mudanças para o Código de Trânsito Brasileiro
Operação é feita para prevenir e evitar acidentes nas rodovias federais durante os feriados de fim e início de ano
Diretor do Denatran faz balanço da Operação Rodovida

Últimas imagens

Ações de fornecimento são importantes para a sobrevivência das famílias
Ações de fornecimento são importantes para a sobrevivência das famílias
Divulgação/Codevasf
A taxa máxima de embarque internacional, que era R$ 109,13, agora custa R$ 113,04
A taxa máxima de embarque internacional, que era R$ 109,13, agora custa R$ 113,04
Foto: divulgação/secretaria de Aviação Civil
Refrota atende à Política Nacional e Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana
Refrota atende à Política Nacional e Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana
Foto: Hmenon Oliveira/Gov. do Distrito Federal
Montante vai impulsionar desenvolvimento regional e fomentar redes de arranjos produtivos locais
Montante vai impulsionar desenvolvimento regional e fomentar redes de arranjos produtivos locais
Divulgação/Governo do Pará
Alimentos são adquiridos dos agricultores familiares e entregues a pessoas em situação de insegurança alimentar
Alimentos são adquiridos dos agricultores familiares e entregues a pessoas em situação de insegurança alimentar
Divulgação/Conab

Governo digital