Infraestrutura
Governo anuncia investimentos de R$ 214 bilhões para Energia
Ao anunciar, nesta terça-feira (25), investimentos da ordem R$ 214 bilhões em projetos hidrelétricos no Brasil, nos próximos dez anos, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse que a construção de usinas hidrelétricas é “a forma mais limpa, menos onerosa ao País e a mais fácil de obter a energia de que precisamos, porque dominamos essa tecnologia”.
Durante seminário organizado pelo jornal “Valor Econômico”, em Brasília (DF), o ministro destacou que, nos próximos dez anos, o aumento do consumo de energia elétrico no País será da ordem de 5,1% ao ano, o que exigirá investimentos nas hidrelétricas e, de forma complementar, na ampliação do uso de biomassa, energias eólica e solar.
“Para manter o ritmo do seu desenvolvimento, o Brasil não deve e não pode abrir mão das riquezas que a natureza nos ofereceu e que conservamos até hoje”, afirmou o ministro. O aproveitamento do potencial hídrico de 260 mil megawatts, afirma ele, será feito de forma racional, inteligente e com respeito ao meio ambiente.
De acordo com Edison Lobão, a presidenta Dilma Rousseff “está decidida a assegurar ao País a infraestrutura energética de que necessita, consolidando a sua posição de líder global em energia limpa e renovável”.
Energia eólica e solar
Os investimentos em energia eólica e de biomassa também estão garantidos, segundo Lobão, que lembrou os leilões específicos realizados para a contratação de energia elétrica proveniente das usinas eólicas. “Nos últimos leilões de energia nova, surpreendeu a quantidade de projetos de éolicas cadastrados, além do valor da energia, que já baixou a casa dos 100 reais por megawatt, tornando-se altamente competitiva em relação a outras fontes”, declarou o ministro. Até o final de 2020, o potencial das usinas eólicas será de 11 mil megawatts - dez vezes a atual capacidade instalada.
Em relação às usinas que utilizam biomassa para produzir energia elétrica, o ministro disse que a capacidade instalada delas já alcança 5 mil e 400 megawatts, devendo saltar para mais de 9 mil megawatts até 2020.
Quanto ao uso mais intensivo da geração de energia de origem solar, o Ministério de Minas e Energia, de acordo com o ministro, está elaborando estudo de viabilidade do potencial brasileiro e das alternativas tecnológicas, dos requisitos para certificação da energia, das estimativas de custos, dos encargos setoriais e tributos incidentes, da capacidade de produção, assim como dos principais fornecedores de equipamentos e elementos essenciais à competição e à contratação dessa fonte energética.
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