Infraestrutura
Biocombustíveis
Os biocombustíveis são derivados de biomassa renovável que podem substituir, parcial ou totalmente, combustíveis derivados de petróleo e gás natural em motores à combustão ou em outro tipo de geração de energia.
Os dois principais biocombustíveis líquidos utilizados no Brasil são o etanol, extraído de cana-de-açúcar, utilizados nos veículos leves, e, mais recentemente, o biodiesel, produzido a partir de óleos vegetais ou gorduras animais, utilizados, principalmente, em ônibus e caminhões.
No caso dos veículos leves o consumidor pode escolher qual o combustível que ele quer abastecer seu veículo. A gasolina, que no Brasil, é vendida ao consumidor com um percentual de etanol anidro que pode variar entre 18 e 25%, e o etanol hidratado que pode ser utilizado nos veículos flex-fuelmisturado ou não, em qualquer proporção, à gasolina . Já o biodiesel é adicionado ao diesel de petróleo em uma proporção de 5% (B5).
Os biocombustíveis estão presentes no cotidiano do brasileiro há mais de 80 anos. Entretanto, foi na década de 1970, após a primeira crise do petróleo, que sua produção e uso ganharam grande dimensão. Na época, foi criado o Pro-Álcool, programa que teve o sucesso de introduzir o etanol de cana-de-açúcar em larga escala na matriz de combustíveis brasileira.
Em 2003, foram lançados os veículos flex-fuel, que seria em pouco tempo responsável pelo aumento vertiginoso da demanda nacional de etanol e que recolocaria o Brasil em um patamar de destaque na produção e uso de biocombustíveis como substituto dos combustíveis fósseis. No que se refere ao biodiesel, em 2004 foi lançado o Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel (PNPB), consolidando o País como um dos principais atores engajados na luta contra o aquecimento global no âmbito dos combustíveis de transporte.
Fontes renováveis
A matriz energética brasileira é um exemplo de sustentabilidade. De acordo com os últimos dados, enquanto a média mundial do uso de fontes renováveis é de 12,6%, o Brasil utiliza, em média,45% de fontes renováveis.
Destaca-se que a bioenergia derivada da cana-de-açúcar corresponde, hoje, à segunda fonte de energia mais importante para o Brasil (17,7%), atrás apenas dos derivados do petróleo (38%), que supera a hidráulica (14,1%). Na matriz de combustíveis veiculares brasileira, os biocombustíveis participam com 28,6%, sendo 26,8% referente ao etanol e 1,8% de biodiesel.
Cooperação Internacional
No âmbito internacional, o Brasil tem compartilhado lições aprendidas em sua longa e bem-sucedida experiência na produção e uso em larga escala de biocombustíveis com países interessados em incluí-los em suas matrizes energéticas.
Assim, o País tem divulgado ativamente essa experiência e negociado instrumentos de cooperação internacional com países desenvolvidos e em desenvolvimento que desejam contar com essa opção para o setor de transporte.
A cooperação internacional desenvolvida pelo Brasil na área de biocombustíveis abrange pesquisa e desenvolvimento em áreas de ponta; capacitação institucional; desenvolvimento e gerenciamento de marco regulatório em países que desejam introduzir biocombustíveis em sua matriz energética; atração de investimentos; atuação em fóruns internacionais de biocombustíveis e sustentabilidade; organização de eventos internacionais e assinatura de Memorandos de Entendimento (MoU) com outros países.
Desde 2003, tem sido empreendido um amplo esforço para consolidar um mercado internacional de biocombustíveis e harmonizar padrões e especificações técnicas de biocombustíveis, com o fim de expandir a produção sustentável de biocombustíveis por meio da inclusão de novos atores globais, de forma que os biocombustíveis sejam uma alternativa energética eficiente e um método contra as mudanças climáticas.
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