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Infraestrutura

Censo 2010 aprimora identificação de assentamentos irregulares

por Portal Brasil publicado: 15/12/2011 12h37 última modificação: 28/07/2014 13h21

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) adotou inovações em 2010 para atualizar e aprimorar a identificação dos aglomerados subnormais (assentamentos irregulares conhecidos como favelas, invasões, grotas, baixadas, comunidades, vilas, ressacas, mocambos, palafitas, entre outros).

Na próxima quarta-feira (21) será divulgada a publicação Aglomerados Subnormais – Primeiros Resultados, que tem como objetivo mostrar quantas pessoas vivem e quantos domicílios existem nessas áreas, a distribuição delas no País e nas cidades e como se caracterizavam os serviços de abastecimento de água, coleta de esgoto, coleta de lixo e fornecimento de energia elétrica.

A publicação completa será disponibilizada no site do IBGE, além de tabelas com as informações para cada um dos aglomerados e arquivos com seus limites em formato shape file (SHP) e KMZ (compatível com o Google Earth).


Distrito Federal

Não é a primeira vez que o IBGE trata sobre o tema em uma publicação específica. O instituto lançou em 1953 o volume “As favelas do Distrito Federal e o Censo Demográfico de 1950”, quando foi apurado que 7,2% da população do Distrito Federal (169.305 pessoas) eram moradores de favelas. Desde então, segundo o IBGE, com a aceleração do processo de urbanização do Brasil, o problema ganhou maior dimensão e complexidade.

 

Aglomerado subnormal

O conceito de aglomerado subnormal foi utilizado pela primeira vez no Censo Demográfico de 1991. Possui certo grau de generalização de forma a abarcar a diversidade de assentamentos irregulares existentes no País, conhecidos como favelas, invasões, grotas, baixadas, comunidades, vilas, ressacas, mocambos, palafitas, entre outros.

O Manual de Delimitação dos Setores do Censo 2010 classifica como aglomerado subnormal cada conjunto constituído de, no mínimo, 51 unidades habitacionais carentes, em sua maioria, de serviços públicos essenciais, ocupando ou tendo ocupado, até período recente, terreno de propriedade alheia (pública ou particular) e estando dispostas, em geral, de forma desordenada e densa.


Inovações

No Censo 2010, o IBGE adotou inovações metodológicas e operacionais com o objetivo de atualizar e aprimorar a identificação dos aglomerados. Foram utilizadas imagens de satélite de alta resolução, feita uma pesquisa específica sobre as características morfológicas das áreas (Levantamento de Informações Territoriais - LIT) e realizadas reuniões sobre o tema nas Comissões Municipais de Geografia e Estatística (CMGEs). Em virtude desses aperfeiçoamentos, os resultados, de acordo com o IBGE, não são diretamente comparáveis com os obtidos por censos anteriores.

As imagens de satélite de alta resolução representaram uma mudança qualitativa para a identificação das áreas em relação aos censos passados. As imagens foram utilizadas para encontrar partes dos municípios que possuíssem morfologia característica de aglomerados subnormais, posteriormente investigadas em campo para a confirmação das características.

Foi realizada uma pesquisa específica no ano de 2009, o Levantamento de Informações Territoriais, composta por uma investigação junto às prefeituras sobre a situação fundiária e legal das áreas e um trabalho de campo de coleta de dados como as características e localização, padrões urbanísticos e densidade de ocupação. O objetivo era aprimorar a identificação dos aglomerados subnormais e coletar informações territoriais para posterior classificação.

Por fim, as reuniões sobre aglomerados subnormais realizadas em 2011 nas Comissões Municipais de Geografia e Estatística (grupos formados em todos os 5.565 municípios por representantes do IBGE, das prefeituras e da sociedade, que funcionam como um canal de comunicação e participaram de todo o processo de realização do Censo 2010) contribuíram para a atualização dos cadastros e mapas.


Fonte:
IBGE  

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