Você está aqui: Página Inicial > Infraestrutura > 2011 > 12 > Parque Eólico de Osório (RS) é o maior da América Latina

Infraestrutura

Parque Eólico de Osório (RS) é o maior da América Latina

Energia

Com 150 megawatts de energia instalada, um dos destaques do empreendimento é produzir energia limpa e renovável, sem emissões de dióxido de carbono (CO2)
por Portal Brasil publicado: 12/12/2011 18h39 última modificação: 28/07/2014 13h21
Heitor Carvalho Jorge; Localizado no município gaúcho de mesmo nome, Parque de Osório forma o maior complexo gerador de energia a partir do vento da América Latina

Localizado no município gaúcho de mesmo nome, Parque de Osório forma o maior complexo gerador de energia a partir do vento da América Latina

Os Parques Eólicos de Osório, localizados no município gaúcho de mesmo nome, formam o maior complexo gerador de energia a partir do vento da América Latina. Com 150 megawatts de energia instalada, um dos destaques do empreendimento é produzir energia limpa e renovável, sem emissões de dióxido de carbono (CO2), um dos gases responsáveis pelo efeito estufa.

A transformação do vento em energia ocorre por meio das turbinas eólicas, também conhecidas como aerogeradores ou cataventos. As turbinas eólicas de Osório são dotadas de um sistema que orienta o rotor na direção do vento. As pás, que medem 35 metros, regulam automaticamente sua inclinação para otimizar a incidência do vento. Foram desenvolvidas com mesma tecnologia da indústria aeronáutica.

O projeto é integrado por três parques, que reúnem 75 aerogeradores de 2 megawatts cada um, instalados em torres de concreto, a 100 metros de altura.

A energia gerada anualmente equivale ao consumo residencial de 650 mil pessoas, mais do que a metade da população de uma cidade como Porto Alegre. No caso do Rio Grande do Sul, a energia eólica tem um papel estratégico, pois a época dos ventos coincide com o período de seca no Estado. A produção de energia estimada é de 425 GW/ano.

Os primeiros estudos para a criação dos parques começaram em 1999. O primeiro aerogerador foi ligado em abril de 2006. Até o final daquele ano, todos os 75 equipamentos estavam operando comercialmente.

O projeto, primeiro a receber o licenciamento ambiental pelos órgãos estaduais, foi pioneiro também no desenvolvimento de métodos de avaliação do impacto ambiental. Foram realizados estudos e monitoramento nos três anos que antecederam a implantação do complexo.

Além de não emitir gases poluentes, os parques eólicos preservam a fauna e flora dos campos onde estão localizados. Como parte das medidas compensatórias, o empreendimento está realizando obras de saneamento na região, revitalização de lagoas e proporcionando cursos na área de educação ambiental.

Osório foi o primeiro parque eólico do País a receber recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e também o primeiro a fazer parte do Sistema Interligado Nacional (SIN), controlado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Cerca de 5 mil trabalhadores diretos e indiretos participaram da obra. O trabalho de infraestrutura exigiu a construção de uma estrada de 24 quilômetros no interior dos parques. Foram utilizados 430 metros cúbicos de concreto e 60 toneladas de aço nas bases das torres.

Desenvolvido pela empresa Ventos do Sul, o complexo tem como sócia-majoritária a EnerfinEnervento, controlada pelo grupo espanhol Elecnor.
O Brasil tem ainda um imenso potencial eólico ainda não aproveitado. Hoje possui cerca de 300 megawatts instalados, mas pode chegar a 143.000 megawatts, de acordo com o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro.

Fontes:
Ministério de Minas e Energia

Aneel
Governo do Rio Grande do Sul

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Cisternas nas Escolas
Conheça o projeto Cisternas nas Escolas, que vai levar 5 mil cisternas às escolas do semiárido brasileiro. Arnoldo de Campos, secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS explica o projeto.
Governo dará suporte contra a crise hídrica em áreas urbanas
Deliberação foi feita nesta quarta (1º) durante reunião interministerial do Grupo de Segurança Hídrica. Ações são direcionadas para o Nordeste
Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Conheça o projeto Cisternas nas Escolas, que vai levar 5 mil cisternas às escolas do semiárido brasileiro. Arnoldo de Campos, secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS explica o projeto.
Cisternas nas Escolas
Deliberação foi feita nesta quarta (1º) durante reunião interministerial do Grupo de Segurança Hídrica. Ações são direcionadas para o Nordeste
Governo dará suporte contra a crise hídrica em áreas urbanas

Últimas imagens

Como funcionam as vilas produtivas rurais do projeto de integração do Rio São Francisco
Como funcionam as vilas produtivas rurais do projeto de integração do Rio São Francisco
Com expansão de 1,8 ponto percentual da geração a biomassa, geração de biomassa teve destaque
Com expansão de 1,8 ponto percentual da geração a biomassa, geração de biomassa teve destaque
Divulgação/Governo da Bahia
Cerca de 30 bairros de Atibaia estão sendo contemplados com obras de pavimentação
Cerca de 30 bairros de Atibaia estão sendo contemplados com obras de pavimentação
Divulgação/Min. das Cidades
Produção de biodiesel, no acumulado do ano até maio, atingiu 1.609 mil metros cúbicos
Produção de biodiesel, no acumulado do ano até maio, atingiu 1.609 mil metros cúbicos
Divulgação/MME
As famílias beneficiadas contarão com três escolas municipais, uma creche e um posto de saúde
As famílias beneficiadas contarão com três escolas municipais, uma creche e um posto de saúde
Divulgação/Governo do Rio Grande do Sul

Governo digital