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Infraestrutura

Fernando de Noronha recebe investimentos de R$ 8 milhões em infraestrutura em três anos

por Portal Brasil publicado: 07/05/2012 18h55 última modificação: 29/07/2014 08h52

A trilha de acesso ao Mirante dos Golfinhos foi escolhida para o início dos trabalhos de estruturação feitos no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha pela empresa EcoNoronha, contratada por meio de licitação pública em 2011. Como parte do contrato de concessão, a EcoNoronha deve investir em três anos R$ 8 milhões em obras de infraestrutura e ações para melhorar o acesso e as informações para os visitantes.

O chefe da unidade de conservação (UC), analista ambiental Ricardo Araújo, informa que as ações estão sendo executadas em três etapas, que incluem a construção de Pontos de Informação e Controle (PICs) nas praias do Golfinho, do Sueste, do Leão e de Atalaia; a manutenção das trilhas do Golfinho e de Atalaia; a construção de mirante na praia do Leão, e a revitalização do Centro de Visitantes, incluindo a montagem de uma exposição ambiental.

Os pontos de apoio terão, por exemplo, guarda-volumes, banheiros, locação de equipamentos e informações turísticas e ambientais. Locação de bicicletas e percurso adaptado para cadeirantes serão serviços oferecidos.

No último dia 28 de abril, foi realizada uma visita do Conselho de Turismo de Noronha à obra da trilha de acesso ao Mirante dos Golfinhos, que vai ter aproximadamente 1 mil metros. . Aproximadamente 943 metros de trilhas suspensas, com 1,5 metros de largura, já estão implantada, com acesso a cadeirantes. “A primeira impressão foi ótima. A passarela elevada dá uma sensação de maior aproximação com a natureza”, afirma Patrick Muller, da operadora de mergulho Atlantis Divers.

Segundo Pablo Morbis, da EcoNoronha, o cronograma está em dia. Até o momento, foi finalizada a construção do Mirante dos Golfinhos e da Trilha do Golfinho, restando apenas alguns acabamentos e parapeito. Também já foi demolido o Ponto de Informação e Controle Golfinho Sancho, nivelado o terreno e iniciada a construção do mirante. Está em andamento a demolição do PIC Sueste, com o início da construção do mirante em no máximo dez dias. Já no próximo dia 14 de maio, será iniciada a segunda trilha, a Trilha do Mirante dos Dois Irmãos.

 

Taxa de acesso

Com o apoio da empresa EcoNoronha, filial da Concessionária Cataratas do Iguaçu S.A, pelos próximos 15 anos, o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha terá cobrança de taxa de acesso atualizada. Os ingressos não eram reajustados há quase cinco anos. Os valores passarão a ser cobrados a partir da finalização desta primeira etapa, prevista para 1º de agosto. O valor definido é de R$ 65, para visitantes brasileiros, e de R$ 130, para estrangeiros, válida por até dez dias.

A administração do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha continua com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que receberá 14,7% da taxa cobrada dos turistas. Todos os visitantes de Fernando de Noronha pagarão na chegada à ilha a Taxa de Preservação Ambiental (TPA) e, ainda, a taxa de acesso ao Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. 

“Além da visitação pública, que inclui condução de visitantes, mergulho autônomo e livre e passeio de barco, o parque ainda tem trabalhos voltados à educação ambiental, fiscalização, pesquisa, monitoramento ambiental, licenciamento, participação comunitária e gestão da unidade. O parque conta ainda com 210 condutores de visitantes autorizados, três empresas de mergulho operando regularmente e 13 embarcações fazendo passeio náutico”, destaca o chefe do parque, Ricardo Araújo.

Atualmente, o governo de Pernambuco cobra uma TPA de R$ 43,20 por cada dia de permanência do turista na ilha, mas nenhum valor é revertido para o Parque Nacional Marinho, formado por quase 70% da ilha principal e incluindo todas as ilhas secundárias, com área total de 112,7 km². O ICMBio cobra uma taxa de R$ 10 apenas nas operações de mergulho, passeios de barco e de transatlântico.

Segundo Ricardo Araújo, aproximadamente 60 mil turistas visitam a ilha anualmente e apenas um terço das pessoas pagam essa taxa. “Não conseguimos cobrar de todos. As pessoas ficam em torno de quatro a cinco dias em Noronha, e optamos por conceder extensão da taxa caso as pessoas queiram ficar mais tempo na localidade. A receita destinada à administração do parque tende a se manter equilibrada. O grande diferencial é que o que for arrecadado será investido em melhorias para o visitante. As contrapartidas ao consumidor estarão bem claras e definidas", afirma.

 

Fonte:
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade

 

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