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Infraestrutura

Pré-sal demandará US$ 400 bilhões até 2020, segundo ANP

por Portal Brasil publicado: 08/05/2012 16h02 última modificação: 29/07/2014 08h52

A demanda de investimentos para o pré-sal deverá superar US$ 400 bilhões em materiais, equipamentos, sistemas e serviços, até 2020. A informação foi apresentada pela diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, em palestra na Offshore Technology Conference (OTC), em Houston, EUA, na última semana.

Segundo a diretora-geral, as empresas instaladas no Brasil terão prioridade no fornecimento de bens e serviços para as crescentes atividades de petróleo e gás no País com base na cláusula de conteúdo local constante dos contratos de concessão assinados pela ANP.

Magda Chambriard mostrou como a descoberta do pré-sal reposicionou o Brasil no cenário internacional do petróleo. De acordo com ela, as projeções de alta expressiva do volume da produção, motivadas pela perspectiva de quase duplicação das reservas provadas, indicam que o País se fortalecerá cada vez mais como exportador de petróleo. Supondo uma demanda crescendo entre 4,3% e 5,7% ao ano até 2020, o País chegará ao final da década podendo exportar cerca de dois milhões de barris diários de óleo bruto.

A expectativa da agência é de que a estabilidade política e regulatória, somada à política de investimentos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico (1% da receita dos campos maiores aplicada em pesquisa e desenvolvimento), permita atender à enorme demanda gerada pelo pré-sal. Com uma política clara de conteúdo local e incentivo à tecnologia, com US$ 3,5 bilhões de investimento na infraestrutura laboratorial (70%) e nos recursos humanos (25%), entre 1998 e 2011. A projeção é que até 2020 esse total se eleve a US$ 8,9 bilhões, mais do que o dobro acumulado até este ano.

A apresentação destacou o Repetro, regime especial de tributação que concedeu à indústria de óleo e gás US$ 26 bilhões em isenções e reduções fiscais de 2001 a 2010. A diretora-geral da ANP informou, também, que o governo federal cogita a expansão desses benefícios a outros segmentos da cadeia produtiva do setor. Magda Chambriard comentou os resultados promissores dos estudos geológicos e geofísicos em outras bacias sedimentares, como a do Delta do Amazonas, Pará-Maranhão, Paraná, São Francisco, Parecis e Parnaíba. Ressaltou, com isso, que as oportunidades para a indústria do petróleo e gás natural não se resumem ao pré-sal.

A conferência enfatizou o papel desenvolvimentista da exploração do pré-sal, que, segundo a ANP, impulsionará não somente as atividades fins da indústria do petróleo, mas também investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), tanto em infraestrutura como em recursos humanos. Os estaleiros Rio Grande, no extremo Sul do País, e Atlântico Sul, no litoral do Nordeste, em Pernambuco, foram citados como exemplos bem-sucedidos da política de incentivo à instalação de fornecedores. A construção das plataformas de exploração P-50 e P-52 no País foi outro caso de sucesso citado por Magda Chambriard.

A apresentação destacou os nichos mais propícios aos investidores estrangeiros.  Em 80% dos equipamentos que serão demandados, existem ainda poucos fornecedores instalados no País.  As companhias estrangeiras atuam sozinhas em 38% dos itens, correspondentes a um intervalo entre 42% a 46% do valor agregado. São itens como turbo geradores, centrífugas, unidades de remoção de sulfato, flares, motores a gás. Prevalecem em outros 37% dos itens, correspondentes a 48% a 52% do valor, como motores a diesel, válvulas de controle, sistemas de posicionamento, compressores de ar, instrumentos de controle de fluxo e motores e geradores sincronizados. Fornecedores nacionais prevalecem ou detêm a exclusividade em 4% a 7% dos itens, como sistemas de automação, bombas e trocadores de calor.

A diretora-geral acentuou que o Brasil é hoje a maior fronteira petrolífera do mundo e que são muito bem-vindos os investidores estrangeiros comprometidos com o atendimento às regras estabelecidas no Brasil.

 

Fonte:
Agência Nacional do Petróleo

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