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Infraestrutura

Em 2 anos do Programa Nacional de Banda Larga, conexões 3G crescem 270%

por Portal Brasil publicado: 05/07/2012 19h41 última modificação: 29/07/2014 08h51

Em dois anos de implementação do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), a quantidade de usuários da tecnologia 3G cresceu 270%, passando de 15,2 milhões, em maio de 2010, para 56,3 milhões, em maio deste ano. Os dados foram apresentados pelo secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, que participou na última quarta-feira (4), do 2º Fórum da Internet no Brasil, em Olinda, Pernambuco.

Alvarez fez uma apresentação sobre os avanços do MiniCom em um painel sobre banda larga e inclusão digital. Ele explicou que o PNBL, ao contrário do que muitos imaginam, não se restringe apenas à oferta de internet a preços populares. O programa engloba também a redução das desigualdades regionais e sociais, geração de emprego e renda e competitividade do Brasil no cenário internacional. Também estão sendo adotadas medidas de infraestrutura, de regulação e fiscais.

Os dados apresentados pelo secretário-executivo do MiniCom revelam também que a quantidade de cidades brasileiras que contam com o serviço 3G aumentou 232%, passando de 681 municípios para 2.261, entre 2010 e 2012. A base de assinantes da banda larga fixa atingiu o total de 18,7 milhões, salto de 42% em relação a 2010. Apenas no ano de 2011, 6 milhões de domicílios em todo o Brasil passaram a contar com serviço de internet rápida e a meta do governo é cobrir 70% das casas brasileiras até 2015.

A licitação das faixas de 2,5 GHz, para a tecnologia 4G, e da faixa de 450 MHz, para levar telefonia e internet às áreas isoladas do País, também são medidas previstas no Programa Nacional de Banda Larga para promover a massificação do acesso à rede mundial de computadores.

Outras medidas são a assinatura de acordos com empresas privadas para ofertar internet a R$ 35, na velocidade de 1 Mbps; redução de preços no atacado; construção do satélite geoestacionário; anel de fibra óptica interligando os países da América do Sul; aprovação do Plano Geral de Metas de Competição, pela Anatel; o Regime Especial de Tributação, que desonera a construção de redes de telecom; além de atualização na legislação, para disciplinar a instalação de antenas e definir o compartilhamento de infraestrutura de redes entre as empresas.


Inclusão

Na área de inclusão digital, o secretário-executivo do MiniCom destacou o projeto Cidades Digitais, que pretende implantar e fortalecer conexão rápida à internet em órgãos municipais. 

A ampliação do número de telecentros e de pontos de acesso livre à rede também estão entre as ações do ministério. Já são mais de 6.600 telecentros em todo o país e o objetivo é instalar quase 3.500 novos espaços ainda este ano, sendo 810 na zona rural.

O MiniCom também está trabalhando para capacitar jovens moradores do campo para o uso das tecnologias da informação e comunicação. Em parceria com 28 instituições federais de Ensino Superior, presentes em 18 unidades da federação, o ministério quer capacitar 7.500 jovens até o próximo ano. O projeto é realizado com apoio da Secretaria Nacional da Juventude da Presidência da República.


Leia mais:

Banda larga popular já chegou a quase 1.400 municípios 

Programa Nacional de Banda Larga comemora dois anos e aponta mercado em crescimento

Fonte:
Ministério das Comunicações

 

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