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Municípios acreanos aguardam com receio o período das chuvas
Os moradores de Brasileia e Assis Brasil, no Acre, estão acostumados com a seca no período de agosto a outubro. O que eles temem agora é o período “das águas”, que começará em outubro a abril. Na enchente deste ano, Brasileia foi a cidade mais afetada de todo o estado pelas fortes chuvas e cerca de seis mil dos 22 mil habitantes do município foram afetados.
Toda parte baixa da cidade foi alagada. Em alguns pontos próximos ao rio, lojas e casas foram totalmente ou parcialmente cobertas. Todas as lojas que sobraram no calçadão foram interditadas no último dia 19 pelo Ministério Público.
Mesmo assim parte dos lojistas se recusa a deixar o local mesmo vendo, ainda, a destruição que o rio causou a comerciantes vizinhos.
É o caso do dono de farmácia Licurgo Hassem. “Essa não é área de barranco, não tem perigo de desbarrancar. A área de barranco fica a 60 metros daqui”, disse o acriano de 57 anos e que nasceu na cidade.
Quanto ao período de estiagem, Licurgo Hassem disse que acompanha “visualmente”, ano a ano, o comportamento do rio. A seu ver essa não é a pior seca dos últimos anos. No sábado e manhã deste domingo choveu na cidade. Hassen acredita que a seca é um “fenômeno marcado e premeditado pela natureza que não dá para se mensurar”.
O aposentado Epaminondas Rodrigues, 73 anos, também nascido em Brasileia, é outro que acredita numa nova reedição da cheia de 2012. “Não acho que a tendência [da seca e das chuvas] seja de se intensificarem. Os campos estão verdes e não se compara à estiagem deste ano com a de 2006”, disse o aposentado.
Estudos feitos pela Secretaria de Meio Ambiente do Acre (Sema), em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA), mostra o contrário: uma tendência de estiagens e período de chuvas cada vez mais intenso.
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