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Infraestrutura

Sistema elétrico deve receber cerca de 10 mil megawatts em 2013

por Portal Brasil publicado: 02/01/2013 14h06 última modificação: 29/07/2014 23h51
Governo da Bahia Na medida em que a expansão e a modicidade tarifária já estão “devidamente equacionadas”, acredita-se que os maiores desafios para 2013 estão na órbita do sistema elétrico e do seu planejamento

Na medida em que a expansão e a modicidade tarifária já estão “devidamente equacionadas”, acredita-se que os maiores desafios para 2013 estão na órbita do sistema elétrico e do seu planejamento

A EPE pretende fazer dois leilões de energia nova para contratação antecipada de energia, visando a garantir o atendimento da demanda para fornecimento entre três e cinco anos

 

O sistema elétrico nacional receberá cerca de 10 mil megawatts (MW), englobando usinas hidrelétricas, eólicas (dos ventos) e térmicas, já leiloadas. Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

No início de 2013, a EPE pretende fazer dois leilões de energia nova para contratação antecipada de energia, visando a garantir o atendimento da demanda para fornecimento entre três e cinco anos à frente, denominados, respectivamente, leilões A-3 e A-5. A empresa também estuda fazer, eventualmente, um leilão de reserva.

Tolmasquim acredita que, durante o ano, serão leiloadas as usinas hidrelétricas de Sinop (MT) e São Manoel, situada entre Mato Grosso e o Pará. A usina de São Luiz do Tapajós (PA) poderá ficar para o início de 2014, segundo estimou.

Na medida em que a expansão e a modicidade tarifária já estão “devidamente equacionadas”, os economistas do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel/UFRJ) acreditam que os maiores desafios para 2013 “estão na órbita do sistema elétrico e do seu planejamento”.

O coordenador do Gesel, professor Nivalde de Castro, disse que a avaliação se baseia em dois fatos. “O primeiro é que a construção de novas hidrelétricas está tendo que diminuir ao máximo o volume dos reservatórios [chamadas usinas de fio d’água], passando a exigir a construção de usinas térmicas, exigência esta que se fará mais presente com o aumento da contratação de plantas eólicas [que geram energia a partir dos ventos]”.

O segundo desafio, salientou Castro, é a revisão dos procedimentos de planejamento das linhas de transmissão, “pois há um descompasso crescente entre a construção de plantas geradoras e de linhas de transmissão”. Segundo ele, o planejamento das linhas de transmissão “está muito passivo e vem sendo determinado após a realização dos leilões de geração”.

  

Fonte:
Agência Brasil

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