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Famílias de Alagoas são beneficiadas com a instalação de cisternas

por Portal Brasil publicado: 11/04/2013 17h10 última modificação: 29/07/2014 23h51
EBC Cada cisterna tem capacidade de armazenamento de 16 mil litros de água

Cada cisterna tem capacidade de armazenamento de 16 mil litros de água

Famílias de assentamentos da reforma agrária do município de Delmiro Gouveia, localizado no sertão alagoano, contam agora com uma tecnologia social para armazenar água durante os períodos de estiagem no semiárido

 

Cisternas para o abastecimento de água estão sendo instaladas nas residências de assentados da reforma agrária em Alagoas. Cada cisterna pode armazenar até 16 mil litros de água - quantidade considerada suficiente para suprir necessidades básicas de uma família de cinco pessoas por períodos de estiagem de até seis meses.

No assentamento Genivaldo Moura, na zona rural de Delmiro Gouveia, 96 famílias estão sendo atendidas com a implantação das cisternas. O jovem casal de agricultores Delaine Martins, 28 anos, e Jailson Lima Santos, 30 anos, e os três filhos, de oito, sete e seis anos, estão no assentamento há dois anos. Antes, eles moravam no povoado Rebeca, no mesmo município, e enfrentavam iguais restrições de acesso a água. “É uma dificuldade muito grande. Lá no Rebeca, não tínhamos um lugar para juntar água. E aqui era a mesma coisa: ganhamos nosso pedaço de terra, mas era um sufoco para juntar água”, conta Delaine.

A instalação das cisternas em assentamentos da reforma agrária atende ao pedido da Coordenação Estadual do Movimento Sem Terra (MST) em Alagoas e foi determinada pela Superintendência Regional da Codevasf no estado, com apoio da Superintendência Regional do Incra, no âmbito do Programa Água para Todos. Somente em Delmiro Gouveia são nove os assentamentos beneficiados com as cisternas: Bom Jesus, Lameirão, Arreias, Boa Vista, Monte Escuro, Genivaldo Moura, Jurema, Maria Bonita e Maria Cristina. Ao todo, 179 famílias de agricultores terão acesso aos reservatórios.

A coordenadora do assentamento Genivaldo Moura e uma das lideranças do MST na região, Maria José de Jesus, também comemora a chegada das cisternas nos assentamentos. “Aqui o povo vive uma dificuldade danada para ter água e sempre está dependente de carro-pipa, pois muitos não tinham onde juntar água da chuva. Nem sempre o carro-pipa vinha. Agora, com uma cisterna com 16 mil litros de água, vai dar para que essas famílias tenham água suficiente para beber e fazer as coisas dentro de casa”, afirma a agricultora, que recentemente plantou feijão-de-corda, milho e abóbora no assentamento e perdeu as culturas por conta da estiagem prolongada que atinge o semiárido.

 

Água Para Todos

O Plano Brasil Sem Miséria, por meio do projeto Água para Todos, prevê que até 2014 serão implantadas 750.000 cisternas e seis mil sistemas simplificados de abastecimento direcionados para o consumo humano.

Com relação à produção, as metas são de 3.000 barragens de acumulação de água pluvial, 150.000 cisternas de produção e 20.000 pequenos sistemas de irrigação. Os novos mecanismos permitirão a ampliação da capacidade produtiva dos pequenos agricultores, garantindo o desenvolvimento regional com sustentabilidade, uma vez que poderão comercializar o excedente produzido.

O público destinatário do programa é composto pelas famílias com renda mensal inferior à da linha da pobreza extrema definida pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e que constem do Cadastro Social Único do governo federal. O percentual expressivo de 66,5% da população rural brasileira em situação de extrema pobreza se encontra no nordeste brasileiro, razão pela qual as primeiras ações do Água para Todos estão sendo realizadas na região.

 

Fonte:

Codevasf

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