Infraestrutura
Gás não convencional aumenta segurança energética, afirma ministro
Combustíveis
O Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que a exploração de recursos petrolíferos não convencionais em terra, “que podem multiplicar em muitas vezes as reservas brasileiras de gás natural”, ainda apresenta alguns desafios, “mas deverá contribuir para a geração termelétrica e o aumento da segurança energética nacional, além de abrir oportunidades para a cadeia de fornecedores e de bens e serviços nacionais”.
Ao participar, na noite de domingo, 13 de junho, de seminário organizado pelo Comitê Nacional Brasileiro de Produção e Transmissão de Energia Elétrica, Lobão destacou o fato de que o Brasil apresenta “excelente potencial para recursos não convencionais”. Por isso, afirmou, foi organizada a 12ª Rodada de licitação de blocos, marcada para novembro, com foco no gás natural (convencional e não convencional).
Durante o seminário, que reuniu empresários, técnicos de empresas públicas e privadas e de centros de pesquisa, universidades e fabricantes de equipamentos, o Ministro traçou um panorama positivo e animador do setor elétrico, que, segundo ele, vive um grande momento.
Conquistas
Entre as conquistas enumeradas por Edison Lobão, está a integração dos sistemas isolados do Norte do País, iniciada em 2009, com os sistemas do Acre e Rondônia. Em 2013, segundo o Ministro, serão integrados os sistemas do Amazonas e Amapá, com a conclusão da linha de transmissão Tucuruí-Macapá-Manaus, e, em 2014, o Estado de Roraima, “interligando a última capital de estado ao Sistema Integrado Nacional (SIN)”.
Lobão assinalou que o governo conseguiu vencer o pessimismo quanto à possibilidade de exploração do potencial hidrelétrico da Amazônia, que representa 60% do potencial hidrelétrico do País. Atualmente, segundo ele, considerando as usinas que entrarão em operação até 2016 e já contratadas por meio de leilões, a região Norte concentra empreedimentos que somam 22 gigawatts de capacidade instalada.
O Ministro mencionou a Usina Hidrelétrica de Jirau, em construção no Rio Madeira, por haver sido registrada no Mecanismo de Desenvolvimento Livre da Organização das Nações Unidas “como o mais importante projeto de energia renovável do mundo”. O relatório de avaliação da ONU atestou que o projeto foi desenvolvido de acordo com as melhores práticas internacionais, contribuindo para o clima global e o desenvolvimento local, sendo capaz de honrar o compromisso com a sustentabilidade social e ambiental.
Brasil terá maior competitividade
Os efeitos positivos proporcionados pela renovação das concessões de geração de energia elétrica poderão aumentar de maneira significativa a competitividade do Brasil. Foi o que defendeu o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura, na abertura das palestras técnicas do 22º Seminário Nacional de Produção e Transmissão de Energia Elétrica (SNPTEE), nesta segunda-feira, 14 de outubro.
As estimativas apresentadas pelo secretário apontam que, até 2050, cerca de metade da energia elétrica que será consumida no país virá de usinas hidrelétricas com ativos já amortizados. Desta forma, os custos das empresas responsáveis pelas unidades de geração serão apenas com procedimentos de operação e manutenção. "Isso coloca o Brasil em uma posição privilegiada, pois será um dos poucos países de grande porte que pode ter grande parcela de seu mercado futuro de energia elétrica com custo muito baixo, dando uma competitividade imensa para o país", explicou Altino Ventura.
Em sua palestra, o secretário apresentou aos participantes um panorama histórico do setor de energia brasileiro, além de apontar os caminhos futuros da matriz energética nacional, com foco na diversificação das fontes de geração.
Fonte:
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil

















