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Infraestrutura

Serra da Mesa marca novo tempo para piscicultura de Goiás

Pesca

Uma das maiores represas de Goiás, Serra da Mesa tem potencial para produzir 34 mil toneladas de pescado
por Portal Brasil publicado: 26/02/2014 12h39 última modificação: 30/07/2014 03h13

O ministro Marcelo Crivella, da Pesca e Aquicultura, estará nesta quarta-feira (26) em Goiânia para entregar certificados de cessão de área da União a 349 produtores que venceram, no ano passado, a concorrência pública para criação de pescado em parques aquícolas de Serra da Mesa.

Uma das maiores represas de Goiás, Serra da Mesa tem potencial para produzir 34 mil toneladas de pescado, o equivalente a quase duas vezes a atual produção estadual. No final de 2013, o ministro entregou certificados a 137 aquicultores de Cana Brava, outro importante reservatório goiano. Nos dois reservatórios será possível a produção de 55 mil toneladas anuais de peixes como Tilápia, Tambaqui, Pirapitinga, Lambari, Pirarucu, Pirarara e Jurupensém.

Os vencedores das licitações têm  prazo de seis meses para iniciar o projeto de aquicultura, em gaiolas (tanques-rede). A cessão de uso das áreas aquícolas vigora por 20 anos, prazo que pode ser prorrogado por igual período.

A solenidade de entrega dos certificados de Serra da Mesa será realizada no Palácio Ludovico Teixeira, e contará com a presença do vice-governador José Eliton de Figuerêdo.

Estratégia

Com grandes reservatórios e forte vocação para a produção de soja e milho – base para a produção de ração, o estado de Goiás está se estruturando para se tornar um dos maiores produtores de pescado do Brasil.

A meta do estado é expandir a produção de pescado em mais de 15 vezes, passando de 18,7 mil para 297 mil toneladas por ano.

Segundo o empresário Ricardo Neukirchner, sócio-diretor da Aquabel, maior criadora de alevinos de tilápia do Brasil (100 milhões de alevinos por ano), a piscicultura goiana deve dar um salto gigantesco a partir de 2014 e se tornar uma das principais fontes de proteína produzidas no estado.

Se hoje Goiás precisa de pescado de fora para atender a sua demanda, com a mobilização a favor da piscicultura o estado se tornará um exportador desta proteína animal.

A articulação do sistema produtivo da piscicultura no estado conta com a participação da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa).

Atualmente Goiás possui cinco centros de beneficiamento – em Alexânia, Anápolis, Bonfinópolis e ainda em Aparecida de Goiânia, onde se encontra o Friocentro, com linha de filetagem de tilápia com 3,2 mil metros de área construída e capacidade de armazenamento de 1,5 mil toneladas. Um convênio com o Ministério da Pesca e Aquicultura, assinado pelo ministro Marcelo Crivella em agosto de 2013, no valor de R$ 15 milhões, garantirá ao estado a construção de uma grande fábrica de ração em Itauçu, a 72 Km da capital.

O empreendimento atenderá a produtores de mais de 60 municípios, aproveitando os resíduos de indústrias de processamento de pescado da região para a produção de farinha de peixe, um ingrediente da ração. A fábrica está projetada para garantir até 20 toneladas por dia.

O governo goiano assinou acordos de cooperação e assistência técnica e capacitação, em aquicultura, com Sebrae, Senar, IF Goiano, UFG, UEG e Emater, incluindo cursos de processamento de pescados, manejo em piscicultura, e criação em viveiros escavados e em tanques-rede.

Potencial brasileiro

Com a pesca extrativa estagnada há alguns anos em todo o mundo e a perspectiva do mercado internacional precisar de mais 50 milhões de toneladas até 2030, de acordo com a FAO, o Brasil desponta como um dos países com maior potencial para atender a demanda.

Desde meados de 2013 o MPA destinou mais de 900 hectares de áreas sob domínio da União para a produção de 210 mil toneladas de pescado por ano, entre peixes, ostras e mexilhões.

As áreas estão localizadas em reservatórios de usinas hidrelétricas e ambientes marinhos em 13 estados: Santa Catarina, Alagoas, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Paraná e Rio de Janeiro.

"Além de criar aproximadamente 10 mil empregos, a licitação destas áreas desenvolve a aquicultura e movimenta a economia nestas regiões", destaca a secretária de Planejamento e Ordenamento da Aquicultura do MPA, Maria Fernanda Nince. "Resultado disso é uma melhor qualidade de vida aos aquicultores e seus familiares como também o aumento da oferta de pescado à população", completa a secretária.

Fonte:

Ministério da Pesca

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