Infraestrutura
Itaipu Binacional reforça frota de veículos elétricos
Sustentabilidade
A frota de veículos elétricos de Itaipu Binacional ganhou o reforço de 20 compactos modelo Zoe, produzido e vendido na Europa pela Renault. Os carros, com motor 100% elétrico, chegaram a Itaipu no fim de fevereiro e serão usados em estudos de impacto da nova tecnologia na conexão com rede elétrica.
O coordenador brasileiro do Programa Veículo Elétrico (VE), engenheiro Celso Novais, explicou que o objetivo do estudo é subsidiar as empresas do setor elétrico em investimentos em infraestrutura de abastecimento – ou seja, sistemas para recarregar a bateria dos veículos.
Novais ressaltou que essa fase de estudo já estava prevista desde o início do Programa VE, em 2006, e a entrada da Renault como parceira de Itaipu facilitou o trabalho, criando condições favoráveis para a aquisição dos modelos. O termo de cooperação com a montadora francesa foi assinado em outubro do ano passado.
“Como parceira de Itaipu no Programa VE, a Renault concordou em compartilhar informações estratégicas, com suporte técnico, que nos permitirão realizar os estudos necessários”, disse.
O engenheiro explicou que as versões atuais dos veículos elétricos utilizados na Itaipu têm tecnologia que causa baixo impacto na rede elétrica – são cargas de 8 horas, com tensão de 220 volts e corrente de 16 amperes, com potência na ordem de 3,7 kW, típicas de uma tomada residencial. O Zoe incorpora inovações que permitem diferentes modos de recargas, como a recarga normal, a semirrápida e a rápida, abrangendo maior variedade de potências – 3,7 kW, 7,3 kW, 22 kW, 43 kW e até 50 kW.
“Para que o resultado dos estudos seja coerente com os veículos elétricos disponíveis no mercado global, faz-se necessário uma avaliação combinada destas diferentes tecnologias de recarga”, ressaltou Novais.
Frota elétrica
Com os 20 Zoe, a frota de veículos elétricos de Itaipu já supera 50 unidades – incluindo modelos Fiat Palio Weekend, caminhão, miniônibus e utilitário, todos com motor elétrico. Outros protótipos desenvolvidos em Itaipu estão espalhados por todo o Brasil, em empresas do setor elétrico e parceiras do Programa VE.
“Esse volume de veículos, somando os Zoe e os protótipos elétricos, é necessário porque precisamos de escala para que o estudo seja validado. É o mínimo necessário para formar uma massa crítica”, concluiu Novais.
Fonte:
Itaipu
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