Infraestrutura
DF lança comissão que vai promover Ano Internacional da Agricultura Familiar
Produção rural
O governo do Distrito Federal criou sua comissão organizadora do ano comemorativo. O grupo, instituído em dezembro de 2013 e lançado em abril, vai promover eventos e atividades de divulgação da agricultura familiar na Capital Federal e em municípios do Entorno.
A equipe regional, composta por 15 instituições, entre representantes do governo e movimentos sociais, denominada Comissão Organizadora do Ano Internacional da Agricultura Familiar no Distrito Federal e Entorno, já iniciou os trabalhos. Foram duas reuniões, este mês, para dar início a construção do Calendário Oficial do AIAF na capital.
O coordenador da Assessoria Internacional do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Caio França, representante do ministério na Comissão, lembra que uma das iniciativas do comitê é incentivar a promoção de eventos em todo o Brasil. “Uma das prioridades do comitê brasileiro é impulsionar a realização de atividades descentralizadas, tanto por parte das entidades da sociedade civil, como dos governos estaduais. A iniciativa do governo do Distrito Federal representa uma ação importante para a instalação de uma agenda que amplia a divulgação da agricultura familiar na região”, avalia.
O Distrito Federal é a segunda unidade da federação a lançar sua comissão. O Rio Grande do Sul foi o primeiro estado a contar com um grupo estadual. Já em fase de debates, Santa Catarina deve ser o próximo a colaborar com o ano comemorativo. “A orientação do comitê era para que fossem criadas inciativas, da forma mais democrática possível – nos territórios, nos municípios e nos estados. Há uma sugestão para se criar comitês, mas isso é só uma sugestão indicativa, voluntária. O mais importante é que cada estado identifique qual é o melhor instrumento para ampliar a divulgação da agricultura familiar”, salienta o coordenador.
Distrito Federal
A comissão criada está em estágio inicial de debates. As 15 entidades já se reuniram duas vezes para definir o plano de trabalho a ser executado durante as comemorações do AIAF. Segundo o subsecretário de Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário do Distrito Federal, Gustavo Augusto, o objetivo é difundir o segmento responsável pela maior parte dos alimentos consumidos pelos brasileiros.
“A comissão é composta pelo MDA, algumas secretarias do DF e representantes da sociedade civil. A ideia é pegar as atividades que já iriam ocorrer e organizá-las dentro das comemorações do Ano Internacional da Agricultura Familiar para divulgar o setor e sua importância para a segurança alimentar e para o desenvolvimento econômico do País”, observa o subsecretário.
Gustavo Augusto conta que o calendário oficial para o ano está em fase de elaboração e deve ser concluído nas próximas reuniões. “Estamos juntando todas as atividades, tanto do governo como da sociedade civil organizada, e consolidando em um calendário, que deve ficar pronto nas próximas semanas”, conclui.
O Distrito Federal é referência em atendimento de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). A unidade da Federação chegou a 100% de famílias de agricultores acolhidas pelo programa. Entre as famílias atendidas, 550 recebem assistência técnica (Ater) para inclusão social pelo Plano Brasil Sem Miséria.
O ano
Alimentação saudável, segurança alimentar, proteção da agrobiodiversidade, preservação do regionalismo. A agricultura familiar é protagonista em diversos segmentos, porém ainda é desconhecida por parte da população mundial. Para mudar essa realidade e colocar a produção dessas famílias em maior evidência, a Organização das Nações Unidas (ONU), na Assembleia Geral, em dezembro de 2011, instituiu o Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF) 2014.
O objetivo da entidade, com o ano comemorativo, é reposicionar a agricultura familiar no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais nas agendas nacionais. Além disso, a ONU quer aumentar a visibilidade do papel do segmento na erradicação da fome e pobreza, na provisão de segurança alimentar e nutricional, na melhora dos meios de subsistência, na gestão dos recursos naturais, na proteção do meio ambiente e no desenvolvimento sustentável, particularmente nas áreas rurais.
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