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Políticas para semiárido pautam seminário em Fortaleza

Evento

Ministro da Integração Nacional declarou, em discurso, que nova política contra seca deve ser implementada mirando futuro
por Portal Brasil publicado: 28/04/2014 15h56 última modificação: 30/07/2014 03h04

O ministro da Integração Nacional, Francisco José Teixeira, abriu o Seminário de Convivência com o Semiárido e Preparação para a Seca, evento sediado em Fortaleza, com o propósito de destacar rumos para uma política nacional sobre o tema. Também participaram da abertura, o secretário de Desenvolvimento Agrário, Nelson Martins, representando o governador Cid Gomes; o secretário de Agricultura, Pecuária e Aquicultura do Rio Grande do Norte, Tarcísio Bezerra Dantas; a secretária de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração, Adriana Melo Dantas e o especialista em mudanças climáticas do Banco Mundial, Nathan Engle. A chefe de gabinete, Raquel Cristina Pontes, representou o diretor geral, Emerson Fernandes Daniel Junior, no evento.

Em seu pronunciamento, o ministro da Integração Nacional enfatizou que a nova política de seca deve ser incrementada mediante um “olhar para a frente”, onde a gestão englobe o uso racional da água somado a uma socioeconomia decorrente desse uso, mais um meio ambiente sustentável. “Se não olharmos para a frente teremos grandes surpresas, como está acontecendo em São Paulo com a escassez de água para consumo”, disse o Ministro.

O ministro também destacou essa visão para a frente do governo federal e alguns governos estaduais, através de uma série de ações integradas de convivência com a seca, como a transposição de águas do Projeto São Francisco, a implantação de adutoras, construção de açudes e implementação de programa como o Água para Todos, sistemas simplificados de abastecimento e complexos estruturantes como o Eixão e o Cinturão das Águas. “A água de Fortaleza hoje vem de 200km de distância, através do açude Castanhão e Eixão das Águas, que possibilitaram essa oferta regular de água neste que é um dos maiores períodos de estiagem já vistos no Nordeste, onde até a zona da mata sofre com o fenômeno”, ressaltou Francisco Teixeira, acrescentando que essa visão para a frente já está sendo implementada à nível governamental.

Após os pronunciamentos, o consultor e economista do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, Antonio Rocha Magalhães, fez a palestra inicial, cujo tema foi “Contextualização do debate: as oportunidades para avançar”, quando abordou a seca e suas consequências e lançou uma questão estratégica: enquanto não houver Nordeste desenvolvido, não haverá Brasil desenvolvido. Por isso, é necessário a consolidação de um um planejamento de políticas públicas capazes de articular respostas preventivas para o fenômeno da seca. Rocha Magalhães, como o Ministro, defendeu a imediata implantação do Monitor da Seca para ter todas as informações integradas em um local. Concluindo, o economista ressaltou que o Dnocs é uma instituição que não recebe o devido reconhecimento e defendeu que, sem ele e seu trabalho, não seria possível criar uma civilização que hoje existe no semiárido brasileiro.

O Seminário, coordenado pelo assessor especial do MI, José Machado, continuará por todo o dia de hoje, com a participação de técnicos de diversas instituições, como Dnocs, Funceme, ANA, Cogerh, técnicos de secretarias estaduais, de instituições federais, estaduais e municipais e especialistas em assuntos climáticos e desenvolvimento regional.

Fonte:
Departamento Nacional de Obras contra as Secas

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