Infraestrutura
Edison Lobão nega possibilidade de racionamento
Mercado de energia
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, voltou a descartar a possibilidade de racionamento de energia no Brasil durante 2014. Segundo ele, o setor vive sua “prova de fogo”, mas "isso não aconteceu e não acontecerá”. Lobão participou de encontro com empresários na sede da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) na última segunda-feira (12).
O ministro lembrou que entre 2001 e 2013, enquanto o consumo de energia no país cresceu 51%, a capacidade instalada aumentou 73%. Segundo ele, os dados históricos mostram que o risco de racionamento hoje na região Sudeste chega a ser seis vezes menor do que o ocorrido em 2001. Ele salientou ainda que, “dentro das premissas do Operador do Sistema, o abastecimento de energia no país está garantido até 2015”.
"Temos qualidade e quantidade de energia para o país crescer sem sobressaltos", disse, lembrando que os investimentos previstos até 2022 são da ordem de R$ 260 bilhões, sendo R$ 60 bilhões este ano.
Lobão disse ainda que, ao contrário do sistema Cantareira, de responsabilidade da Sabesp, estatal controlada pelo governo paulista, que optou por distribuir dividendos aos seus acionistas em vez de investir no reservatório, o governo federal vai continuar investindo pesado no sistema elétrico brasileiro.
"Os problemas de Cantareira decorrem da falta de investimentos. Nos últimos anos eles optaram por distribuir dividendos em vez de investir na ampliação do sistema", segundo Lobão.
De acordo com o ministro, a sociedade, como um todo, tem sido informada regularmente das condições de abastecimento de energia do País: "Este ano, teremos uma expansão da capacidade instalda de geração de cerca de 6 mil a 8 mil megawatts, dos quais 2.400 já entraram em operação”, completou.
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