Você está aqui: Página Inicial > Infraestrutura > 2014 > 05 > Lobão reafirma confiança no sistema energético

Infraestrutura

Lobão reafirma confiança no sistema energético

Abatecimento de energia

Em encontro com lideranças do setor produtivo, ministro de Minas e Energia assegura mais uma vez que não haverá racionamento
por Portal Brasil publicado: 28/05/2014 12h00 última modificação: 30/07/2014 03h02

Em evento reunindo representantes e lideranças do setor produtivo para debater a situação do suprimento elétrico,  o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, voltou a declarar que o País é dotado de um sistema de transmissão capaz de atender todas as necessidades de abastecimento.

Acompanhado do Secretário Executivo Marcio Zimmermann e dirigentes de empresas com assento no Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), Lobão assegurou mais uma vez que não haverá racionamento no País.

O ministro destacou que no início de 2014 registrou-se, principalmente no Sudeste, a pior seca dos últimos 80 anos, e que houve recordes de demanda de energia por causa do forte calor dos primeiros meses do ano: “Esse quadro foi suficiente para que alguns especialistas passassem a anunciar o caos no setor elétrico. Se apressaram em anunciar que, assim como em 2001, haveria racionamento de energia em todo o país, mas felizmente isso não aconteceu e não acontecerá, com a graça de Deus”.

Segundo Lobão, a situação do sistema é muito diferente da de 2001, quando não havia planejamento de longo prazo e o sistema de transmissão não era interligado. De acordo com o ministro, de 2001 a 2013 o consumo de energia cresceu 51% no país, mas a capacidade de geração ampliou-se em 73%: “Estamos, portanto, em matéria de geração, sempre além das necessidades”.

O ministro também destacou a construção de 41 mil quilômetros de redes de transmissão desde 2001, o que garante a capacidade de transmissão de energia entre as regiões: “Hoje temos geração suficiente e transmissão adequada”. Segundo ele, investimento no setor até 2022 será de R$ 260 bilhões, sendo que 77% será em geração e 23% em transmissão de energia.

Lobão criticou notícias que dizem que o desconto no preço da energia anunciado pelo governo em 2012 está sendo anulado com os reajustes das tarifas aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ele explicou que o que houve em 2012 foi uma redução estrutural da tarifa, e não um congelamento e que as revisões devem continuar sendo feitas, acompanhando o ritmo da economia nacional e seguindo as regras do mercado.

“Os reajustes que se fizeram foram sobre uma base já reduzida estruturalmente. Se na época a tarifa fosse de R$ 100, com a medida do governo, caiu para R$ 80, uma redução de 20%. Daí por diante, os reajustes se deram não mais sobre os R$ 100, e sim sobre os R$ 80", declarou.

Sobre críticas de que o governo não estaria tomando atitudes mais duras em relação à situação do sistema elétrico, Lobão garantiu que o governo só fará o que for necessário: “Não vamos tomar nenhuma decisão desnecessária”.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, também disse que, apesar da hidrologia ruim, a situação é de tranquilidade: “O Brasil tem um sistema elétrico muito robusto, que está em equilíbrio estrutural”.

O Secretário-Executivo do MME, Márcio Zimmermann, destacou que o equilíbrio alcançado pelo setor elétrico brasileiro deve-se a um rigoroso planejamento de longo prazo, que, segundo ele,  transmite confiança ao setor e à sociedade.

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico, Hermes Chipp, informou que é esperado até o fim de novembro um nível de 79% nos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste, além do início do fenômeno El Niño, no fim de agosto, que se caracteriza por chuvas mais acentuadas no Sul do país.

O diretor-geral do Centro de Pesquisa de Energia Elétrica da Eletrobras, Albert Melo, destacou o monitoramento permanente a que o setor está submetido. Ele apresentou estudos e comparativos da atual com situações anteriores em que o setor enfrentou dificuldades, para demonstrar que, apesar da hidrologia ruim, “não houve uma deterioração dos níveis de abastecimento dos reservatórios.

Fonte:
Ministério de Minas e Energia

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Cisternas nas Escolas
Conheça o projeto Cisternas nas Escolas, que vai levar 5 mil cisternas às escolas do semiárido brasileiro. Arnoldo de Campos, secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS explica o projeto.
Governo dará suporte contra a crise hídrica em áreas urbanas
Deliberação foi feita nesta quarta (1º) durante reunião interministerial do Grupo de Segurança Hídrica. Ações são direcionadas para o Nordeste
Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Conheça o projeto Cisternas nas Escolas, que vai levar 5 mil cisternas às escolas do semiárido brasileiro. Arnoldo de Campos, secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS explica o projeto.
Cisternas nas Escolas
Deliberação foi feita nesta quarta (1º) durante reunião interministerial do Grupo de Segurança Hídrica. Ações são direcionadas para o Nordeste
Governo dará suporte contra a crise hídrica em áreas urbanas

Últimas imagens

O objetivo é criar mecanismos para universalizar a internet de alta velocidade, reforçar a infraestrutura de acesso e incentivar os investimentos no setor
O objetivo é criar mecanismos para universalizar a internet de alta velocidade, reforçar a infraestrutura de acesso e incentivar os investimentos no setor
Desde 2009, Programa já entregou mais de 2,6 milhões de moradias
Desde 2009, Programa já entregou mais de 2,6 milhões de moradias
Divulgação/Ministério das Cidades
Programa já alcançou 96% dos municípios brasileiros, 5.330 cidades diferentes
Programa já alcançou 96% dos municípios brasileiros, 5.330 cidades diferentes
Iano Andrade/Portal Brasil
Terceira fase do programa vai contratar mais 2 milhões de moradias, a serem construídas até 2018
Terceira fase do programa vai contratar mais 2 milhões de moradias, a serem construídas até 2018
Divulgação/Blog do Planalto
Seminário discutirá a necessidade de adaptar o sistema de  mobilidade urbana para reduzir as emissões de gases poluentes
Seminário discutirá a necessidade de adaptar o sistema de mobilidade urbana para reduzir as emissões de gases poluentes
Divulgação/EBC

Governo digital