Infraestrutura
Caixa planeja novos aportes em projetos de infraestrutura
Sistema financeiro
A Caixa Econômica Federal avalia possibilidades para ampliar seu funding de projetos de infraestrutura, que envolverão este ano investimentos de R$ 32 bilhões. “Se continuar o apetite do mercado e as medidas corretas do governo, o crescimento de projetos (de infraestrutura) pode ser da ordem de 20% ao ano”, afirmou o vice-presidente de Governo da Caixa, José Carlos Medaglia Filho, no Fórum Brasil de Infraestrutura, realizado na última quarta-feira (4), em Brasília.
Segundo ele, a expectativa é de que os investimentos da Caixa em Infraestrutura aumentem para R$ 38 bilhões em 2015. Na sua avaliação, o aumento dos investimentos em obras poderá contribuir para recuperar o que chamou de “gap de infraestrutura”. O País viveu mais de duas décadas sem investimentos em infraestrutura, lembrou Medaglia. “Mas a população cresceu, adensada nas cidades, e entramos nos anos 2000 com déficit de infraestrutura, frente às exigências da população. Houve deficiência em todas as áreas de investimento”, disse.
O ritmo das obras, na sua avaliação, é desproporcional aos anseios da sociedade. “Os investimentos deveriam ser multiplicados dez ou vinte para atender à necessidade (da população). Cada companhia estadual que executa projetos de infraestrutura precisa se aparelhar ou não conseguiremos dar o salto que nós queremos”, disse.
Fonte de recursos
O diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Guilherme Lacerda, afirmou que o banco desembolsou R$ 190 bilhões em investimentos de infraestrutura em 2013. A carteira do BNDES em mobilidade urbana atinge R$ 70 bilhões.
Segundo ele, nos últimos anos o plano de investimentos em infraestrutura não teve um comportamento linear. “A logística teve idas e vindas no País”, disse ele, ressaltando que os governos em alguns anos davam prioridade a um projeto que era deixado de lado no ano seguinte. No caso das rodovias, porém, ressaltou, os projetos começaram a andar nos últimos sete anos. “O grande divisor de águas foi o PAC em 2007/2008”, afirmou. O executivo ressaltou que a área de saneamento precisa avançar e o BNDES não pode ser o único esteio à infraestrutura.
Ele apontou as Parcerias Público Privadas (PPPs) – pelas quais é possível conseguir juros mais baixos e prazos mais longos – para viabilizar projetos muito caros. Em outros países, informou, os projetos foram tocados em conjunto pelos bancos, setor privado e governos. “O BNDES está trabalhando uma proposta, com o Tesouro Nacional, para viabilizar as PPP estaduais com cotas do FPE e FPM”, informou.
Para ele, a questão das fontes de financiamento “não é difícil de resolver desde que tenhamos bons projetos, buscando inclusive recursos externos para financiá-los”.
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