Você está aqui: Página Inicial > Infraestrutura > 2014 > 06 > Codevasf prepara plano de desenvolvimento sustentável de bacias

Infraestrutura

Codevasf prepara plano de desenvolvimento sustentável de bacias

Bacias hidrográficas

Termo de referência dará diretrizes para elaboração dos Planos de Recursos Hídricos das bacias do Itapecuru e do Mearim
por Portal Brasil publicado: 04/06/2014 12h50 última modificação: 30/07/2014 02h58

Um plano de desenvolvimento regional sustentável para as bacias do Itapecuru e do Mearim será o resultado de um trabalho que começa a ser traçado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em conjunto com o governo do estado do Maranhão por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema).

O termo de referência, em fase de formatação, dará as diretrizes para a elaboração dos Planos de Recursos Hídricos das bacias do Itapecuru e do Mearim – que, juntas, alcançam cerca de 150,8 mil quilômetros quadrados e abarcam 3,8 milhões de pessoas em sua área de influência, no estado do Maranhão.

Os Planos de Recursos Hídricos das bacias do Itapecuru e do Mearim, a ser contratado pela Codevasf via processo licitatório, terá necessariamente que ser construído com ampla participação de entes públicos, privados e sociedade civil organizada, e levar em consideração a Política Nacional de Recursos Hídricos, a legislação estadual, as legislações municipais e a Agenda 21 – documento por meio do qual os países-membros da ONU assumiram, na Eco-92, o compromisso de refletir sobre a forma pela qual governos, empresas, organizações não governamentais e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas socioambientais.

“Os planos de recursos hídricos das bacias hidrográficas do Mearim e do Itapecuru serão instrumentos balizadores que permitirão ao estado do Maranhão planejar a aplicação de políticas públicas na região. Esses planos também são de extrema importância para a gestão de recursos hídricos, tanto em níveis local e estadual quanto federal”, explica o engenheiro florestal Camilo Cavalcante de Souza, da Unidade de Conservação da Água, Solo e Recursos Florestais da Codevasf, que está coordenando a elaboração do termo de referência.

O diretor de Revitalização de Bacias Hidrográficas da Codevasf, Eduardo Motta, frisa que o plano vai orientar a prática de gestão de usos múltiplos da água, “motor do desenvolvimento regional sustentável”, lembra.

As bacias do Itapecuru e do Mearim foram inseridas na área de atuação da Codevasf por meio da Lei 12.196 de 2010. O rio Itapecuru nasce no Parque Estadual de Mirador, município de Mirador, e tem sua foz na Baía de São José após percorrer cerca de 1.500 quilômetros no estado do Maranhão. O rio Mearim tem sua nascente na confluência das serras Negra, Menina e Crueiras; e a sua foz é na Baía de São Marcos, após percorrer cerca de 930 quilômetros no estado do Maranhão.

Enquanto a bacia do Itapecuru deságua na Baía de São José, a leste de São Luís, tendo quatro municípios em seu entorno – Raposa, São José do Ribamar e Paço do Lumiar, além de São Luís –, a Bacia do Mearim deságua na Baía de São Marcos, entre a ilha de São Luís e o município de Alcântara.

A bacia do Parnaíba, que passou a integrar a área de atuação da Codevasf por meio da Lei 9.954 de 2000, está prestes a ter o Plano de Recursos Hídricos licitado. Já a bacia do São Francisco teve seu Plano Decenal aprovado em 2004 e, neste momento, o documento está sendo 
revisado pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF), para ser renovado até 2023.

Pesquisadores traçam perfil das bacias

O estudo “Gerenciamento de Recursos Hídricos no Estado do Maranhão”, dos professores-doutores Luiz Carlos Santos e Antonio Cezar Leal, publicado na Revista Eletrônica de Geografia em 2013, traçou um perfil geral e econômico das bacias do Itapecuru e Mearim.

Segundo registraram os pesquisadores, a bacia hidrográfica do rio Itapecuru compreende 57 municípios; destes, 37 têm sedes municipais localizadas na bacia. Esta bacia tem população de 1.019.398 habitantes, representando 15,5% da população do Maranhão, e sua densidade demográfica chega a 19,16 habitantes por km², equivalendo-se à densidade demográfica estadual.

Os recursos hídricos da bacia do Itapecuru, apontou o estudo, têm múltiplos usos, entre os quais pode-se destacar o abastecimento da capital São Luís e das cidades inseridas na bacia, transporte, recreação, dessedentação de animais, irrigação, agricultura de vazante, dentre outros. “É importante ressaltar que a navegação está sendo prejudicada em função do processo do assoreamento que os corpos d’água vêm passando nos últimos anos”, advertiu o estudo.

Já a bacia hidrográfica do rio Mearim possui área de aproximadamente 99.058 km², extensão de 930 quilômetros e deságua na baía de São Marcos. No baixo curso, as marés se estendem por mais de 200 quilômetros. Esta bacia possui duas sub-bacias: a do rio Pindaré e a do rio Grajaú; compreende um total de 83 municípios, dos quais 65 possuem sedes localizadas dentro dela e outros 18 municípios estão totalmente inseridos na bacia do Mearim.

Com população de 1.681.307 habitantes, representa aproximadamente 25,6% da população do Maranhão, com densidade demográfica de 16,97 habitantes por km².

Os principais problemas ambientais da bacia do Mearim, de acordo com a dupla de pesquisadores, seriam desmatamento, erosão das margens do rio, poluição devido ao lançamento dos esgotos domésticos e industriais, construção de currais para pesca, utilização para cultura de vazantes por terceiros, captação de água para fins agrícolas e extração de areia próximo às margens.

Na sub-bacia do rio Grajaú as atividades econômicas que estão sendo desenvolvidas seriam a produção de carvão vegetal, extração de gipsita, produção de gesso e cultivo de cana-de-açúcar.

Fonte:
Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Cisternas nas Escolas
Conheça o projeto Cisternas nas Escolas, que vai levar 5 mil cisternas às escolas do semiárido brasileiro. Arnoldo de Campos, secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS explica o projeto.
Governo dará suporte contra a crise hídrica em áreas urbanas
Deliberação foi feita nesta quarta (1º) durante reunião interministerial do Grupo de Segurança Hídrica. Ações são direcionadas para o Nordeste
Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Brasil Sem Miséria - Programa Água para Todos
Conheça o projeto Cisternas nas Escolas, que vai levar 5 mil cisternas às escolas do semiárido brasileiro. Arnoldo de Campos, secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS explica o projeto.
Cisternas nas Escolas
Deliberação foi feita nesta quarta (1º) durante reunião interministerial do Grupo de Segurança Hídrica. Ações são direcionadas para o Nordeste
Governo dará suporte contra a crise hídrica em áreas urbanas

Últimas imagens

O objetivo é criar mecanismos para universalizar a internet de alta velocidade, reforçar a infraestrutura de acesso e incentivar os investimentos no setor
O objetivo é criar mecanismos para universalizar a internet de alta velocidade, reforçar a infraestrutura de acesso e incentivar os investimentos no setor
Desde 2009, Programa já entregou mais de 2,6 milhões de moradias
Desde 2009, Programa já entregou mais de 2,6 milhões de moradias
Divulgação/Ministério das Cidades
Programa já alcançou 96% dos municípios brasileiros, 5.330 cidades diferentes
Programa já alcançou 96% dos municípios brasileiros, 5.330 cidades diferentes
Iano Andrade/Portal Brasil
Terceira fase do programa vai contratar mais 2 milhões de moradias, a serem construídas até 2018
Terceira fase do programa vai contratar mais 2 milhões de moradias, a serem construídas até 2018
Divulgação/Blog do Planalto
Seminário discutirá a necessidade de adaptar o sistema de  mobilidade urbana para reduzir as emissões de gases poluentes
Seminário discutirá a necessidade de adaptar o sistema de mobilidade urbana para reduzir as emissões de gases poluentes
Divulgação/EBC

Governo digital