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Historiadora destaca digitalização do acervo sobre história do semiárido

Informações geográficas

Processo de digitalização faz parte do Projeto de Gestão de Procedimentos Administrativo, que inclui Gestão Eletrônica de Documentos
por Portal Brasil publicado: 11/06/2014 17h34 última modificação: 30/07/2014 02h59

O arquivo do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) constitui o mais importante acervo da história do semiárido no Brasil, afirma a historiadora Lara de Castro. Depois de trabalhar no seu mestrado com base nas fontes da documentação técnica e histórica do órgão que abrange o período desde 1909, quando foi criada a Inspetoria de Obras Contra as Secas (IOCS), até os dias atuais do Dnocs, a historiadora pesquisa no acervo o material do seu doutorado, que cursa na Universidade Federal da Bahia (UFBA).

“Conheci muitos acervos, mas o mais importante da história do semiárido no Brasil é o do Dnocs”, disse Lara que Castro, que é bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A pesquisadora observa que ficava nervosa com as condições de conservação da documentação, mas que agora se sente feliz ao saber que o acervo está sendo digitalizado.

A digitalização do acervo faz parte do Projeto de Gestão de Procedimentos Administrativo, que inclui a Gestão Eletrônica de Documentos (GED). O projeto em andamento faz a seleção, higienização, organização, preparação e digitalização dos documentos. No processo de digitalização foi dada prioridade para a documentação técnica e histórica.

Lara de Castro pesquisou no acervo em 2004 pelo projeto “Memória Científica e Tecnológica do Semiárido Brasileiro”, parceria do Dnocs com a Universidade Federal do Ceará (UFC). A documentação a que teve acesso estava guardada no prédio do Dnocs na Praia de Iracema e no bairro do Pici, em Fortaleza, num ambiente insalubre, mas agora será conservada no meio digital.

“O Fundo Açudes Públicos do Ceará estava em situação de risco”, afirma a historiadora. Lara de Castro considera que a digitalização da documentação é boa por conta do acesso, universalidade e conservação da documentação. O acervo, segundo ela, é rico em documentação com abrangência que vai da história à engenharia, com registro de todas as ciências relacionadas à atuação do Dnocs ao longo dos anos.

No mestrado, Lara de Castro estudou o tema “A lida de retirantes operários e engenheiros nas obras contra as secas na década de 1910”. Em 2010, publicou o livro “Avalanches de Flagelados no Sertão Cearense: retirantes-operários e engenheiros na lida das Obras Contra as Secas”, edição Dnocs/Etene-BNB. No seu doutorado, a historiadora pesquisa a Década de 50, os cassacos, retirantes operários e a política do Dnocs.

A historiadora se reporta ao período estudado e informa que o Nordeste era um grande canteiro de obras do Dnocs que envolvia até 500 mil operários no período das secas. Em companhia de Margarida Lídia de Abreu Vieira, bibliotecária do Serviço de Modernização e Documentação do Dnocs, a quem denominou “a detentora do saber” pelo conhecimento do acervo do órgão, Lara de Castro visitou o diretor geral do Departamento, Emerson Fernandes Daniel Júnior.

Fonte:
Departamento Nacional de Obras Contra as Secas

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