Infraestrutura
Preço de Liquidação das Diferenças mantém tendência de queda
Mercado de energia
O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), utilizado para valorar a energia transacionada no mercado de curto prazo, tem apresentado tendência de baixa desde junho. Segundo informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o movimento é influenciado pela ocorrência de frentes frias, que melhoram as afluências, e até pela realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.
“As frentes frias têm proporcionado afluências bastante elevadas no Sul e no sul da região Sudeste, especialmente na primeira e segunda semana de junho. Além desse fator, algumas cidades-sede da Copa têm decretado feriados e em outras, como São Paulo, as empresas têm liberado funcionários no período da tarde em dias de jogos do Brasil, o que tem contribuído para a redução da carga além do esperado e contribuído para a redução do preço”, explica o Gerente de Preços da CCEE, Rodrigo Sacchi.
A análise foi apresentada na última segunda-feira (30) durante o evento InfoPLD ao vivo, com transmissão pelo site da CCEE. Durante o encontro, destacou-se a redução significativa do PLD em junho, quando o preço médio para o submercado Sudeste/Centro-Oeste ficou em R$417,16/MWh, contra uma média de R$822,83/MWh registrada entre fevereiro e abril e um preço médio de R$806,97/MWh em maio.
Na primeira semana de junho a tendência de baixa se confirmou e o preço foi a R$368,53/MWh no Sudeste, enquanto chegou ao nível mínimo, de R$15,62/MWh, na região Sul.
Os destaques nessa primeira semana de julho ficaram por conta de uma hidrologia positiva no SIN, com afluências esperadas de 90% da Média de Longo Termo (MLT) no Sudeste e de 318% da MLT no Sul para o mês. O nível de armazenamento verificado também ficou 1.287 MW médios acima do previsto, enquanto a carga esperada ficou 1,3%, ou 812 MW médios, abaixo das previsões anteriores, com redução de 1,8% no Sudeste e 3% no Nordeste.
Rodrigo Sacchi aponta que tais condições têm permitido que o Sul e o Norte, que está no final de seu período chuvoso, exportem energia para o Sudeste. “Isso tem proporcionado ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) a possibilidade de preservar o nível de armazenamento em algumas das principais usinas da região Sudeste.”
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