Infraestrutura
BID prevê expansão da malha aérea na América Latina
Transporte aéreo
Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) elege a América do Sul como uma das regiões com maior perspectiva de expandir a malha de transporte aéreo no médio prazo. Entre 2013 e 2032, irá responder por um crescimento anual superior a média global da última década de 4,6% ao ano, segundo o documento.
O relatório do BID faz a ressalva de que hoje o continente é pouco conectado, com oferta de assentos concentrada em quatro empresas e poucos voos regulares fora das capitais. Expressivos custos aeroportuários, elevadas taxas de embarque internacional, altos custos de aquisição de combustível e a ausência de incentivos para a criação de rotas aéreas regionais são algumas dificuldades, além da baixa demanda de certas regiões estão entre os motivos que justificariam o retrato atual.
Conselho de Infraestrutura da Unasul
O relatório foi apresentado nesta quarta-feira (10) durante reunião do Conselho de Infraestrutura e Planejamento da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). O encontro, que se encerra na quinta-feira (11), visa aprofundar as discussões sobre a situação da aviação regional na América do Sul, enfatizando a possibilidade de dar maior grau de liberdade para as rotas sub-regionais. A ideia é avaliar o cenário da integração aérea no continente, diagnosticar o sistema de aeroportos da região e retomar estratégias de conectividade que dependem de maior protagonismo dos governos nacionais.
“Desde a colonização ibérica, feita a partir do litoral, os países da América do Sul estão de costas uns para os outros. Mas o forte crescimento econômico, em especial no interior, tornou inadiável a necessidade de uma forte integração pelo modal aéreo, tanto de carga quanto de passageiros”, afirmou o ministro Moreira Franco, da Secretaria de Aviação Civil.
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